21/06/2021 às 10h18min - Atualizada em 21/06/2021 às 10h18min

Taxa extra da conta de luz vai encarecer 60% em julho

Bandeira vermelha deve subir mais de 60% em julho; Crise hídrica faz Aneel estimar aumento de pelo menos 5% já na conta de 2022

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Energia elétrica vai encarecer - Foto: Getty Images
O valor cobrado dos cidadãos brasileiros pelo consumo de energia elétrica continuará subindo no mês de julho, segundo reportagem do jornal O Globo.

Segundo uma matéria dessa semana, o valor cobrado pela chamada bandeira vermelha 2, uma taxa extra cobrada da população quando há aumento nos custos da geração e distribuição elétrica, vai aumentar pelo menos 60% em julho. O motivo: problemas logísticos causados pela crise hídrica que se abate sobre o país.

A falta de chuva, uma das mais graves em um século em diversas regiões do país, segundo institutos meteorológicos brasileiros, pressiona o sistema de geração hídrica, e causa aperto nos preços na ponta consumidora.

Aneel estima alta na conta de luz até para o ano que vem
A crise hídrica que atualmente atinge grandes regiões brasileiras é tão grave que a Aneel, a Agência Nacional de Energia Elétrica, já estima até aumentos na conta de luz do ano que vem.

Segundo o diretor-geral da agência, André Pepitone, deve haver aumento de pelo menos 5% na conta de luz da população em 2022. As informações são de reportagem do portal de notícias G1.

E os aumentos atuais continuam: somente neste ano, os reajustes já chegam a 7% na conta, enquanto um novo aumento na bandeira tarifária, outro fator de encarecimento, deve elevar a mesma em 20%.

‘Seca do século’, pior em 111 anos, deve afeta produção de energia e agropecuária no Brasil
O governo federal brasileiro via Ministério de Minas e Energia está em alerta para o que os serviços meteorológicos classificam como “a pior seca dos últimos 111 anos” no Brasil. O alerta para a “seca do século” vale para as cinco estados brasileiros: Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Paraná.

Esses estados se localizam na bacia do rio Paraná, onde há também centros de produção agropecuária e de energia hidrelétrica. As informações são de reportagem do jornal O Estado de S.Paulo.

Segundo o texto, a situação é “severa”, alerta inédito em 111 anos de atuação e registro de boletins meteorológicos. Essa seria a maior crise hídrica das últimos décadas.

Ainda de acordo com a reportagem, fenômenos meteorológicos como a La Niña são responsáveis pela alteração no regime de chuvas e escassez das mesmas.

Bolsonaro diz que situação energética 'vai dar dor de cabeça'
Com a seca, os reservatórios das hidrelétricas do Sudeste e Centro-Oeste terminam o período de chuvas com o pior nível desde 2015. Assim, a tendência é que as térmicas, mais caras poluentes, sejam acionadas.

O quadro é tão dramático que alguns especialistas apontaram que já poderíamos ter tido um racionamento em 2020 se não fosse a fraca demanda em razão da pandemia. O presidente Jair Bolsonaro disse a apoiadores no último dia 10 que o problema é sério e que "vai dar dor de cabeça". As informações são da Folha de S.Paulo.

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