06/06/2021 às 14h16min - Atualizada em 06/06/2021 às 14h16min

25ª Parada Gay de São Paulo vai ser totalmente virtual

Olhar Digital
Foto: Divulgação
A segunda edição online da maior Parada LGBTQIA+ do mundo, acontece neste domingo (6) a partir das 14h e tem como tema a luta pelo respeito às pessoas que vivem com HIV.

Serão oito horas de transmissão ao vivo no YouTube com shows e muita informação sobre diversos assuntos que vão costurar o evento em torno da temática.

Os médicos infectologistas Vinícius Borges e Rico Vasconcelos, e a co-vereadora de São Paulo Carolina Iara, que vive com HIV, são algumas das pessoas que irão participar da ParadaSP Ao Vivo e enriquecer ainda mais o conteúdo. Entre as organizações presentes que apoiam o evento, realizado pela Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo (APOLGBT-SP), estão o Programa Conjunto da Organização das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids), a Associação Brasileira Interdisciplinar de Aids (Abia), Grupo de Incentivo à Vida (Giv), Grupo Pela Vidda SP, Fórum das ONG Aids do Estado de São Paulo (Foaesp), Rede de Jovens SP+, Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV e Aids  e o Movimento Paulistano de Luta Contra a Aids (Mopaids).

Parada Gay na Avenida Paulista em São Paulo - Foto: Divulgação

Parada Gay na Avenida Paulista em São Paulo - Foto: Divulgação


Convite para celebrar a vida
O tema HIV/Aids: Ame + Cuide + Viva + é um alerta para a sociedade combater os estigmas e preconceitos que cercam o vírus, mas também é um convite para celebrar a vida, a alegria e a união das pessoas LGBTQIA+ e de toda a sociedade, principalmente neste momento em que o país ainda enfrenta, a duras penas, a pandemia do coronavírus.

Uma prova da importância do tema está no Índice de Estigma em Relação às Pessoas Vivendo com HIV/Aids de 2019, realizado pelo Unaids nas cidades de São Paulo, Recife, Salvador, Porto Alegre e Manaus. Cerca de 47% das pessoas entrevistadas revelaram ter sido alvo de comentários ou fofocas sobre a soropositividade. A difamação também está dentro da família, como relataram 42% dessas pessoas. Enquanto cerca de 19% afirmaram terem sofrido assédio verbal pelo mesmo motivo.

Por isso, a APOLGBT-SP abraça o tema e traz essa discussão ao evento. A ideia é contribuir com a mensagem de que viver com o vírus não deve ser motivo para se esconder, se envergonhar ou discriminar. “É importante entender que o HIV/Aids não é exclusividade de algumas pessoas ou de determinados grupos. É um tema que deve ser abordado com inteligência, empatia e boa vontade por toda a sociedade porque é transversal e perpassa por diversos recortes sociais, étnicos-raciais, religiosos e geográficos.

Mas também é importante tratar do assunto com leveza para podermos amar mais, cuidarmos mais uns dos outros e vivermos mais e melhor. É isso que queremos trazer nessa segunda versão virtual da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo”
, afirma Cláudia Regina Garcia, presidente da APOLGBT-SP. \”Vale lembrar que o tema foi, durante muito tempo, um dos maiores,  se não o maior, tabu para nossa comunidade LGBT”, complementa Renato Viterbo, vice-presidente da associação.

Distanciamento social respeitado
Com a pandemia da Covid-19 e a impossibilidade de ocupar as ruas de São Paulo, a ONG que realiza a maior Parada do Orgulho LGBT do mundo e a Dia Estúdio levam, pelo segundo ano consecutivo, a luta exclusivamente para a internet.

No ano passado, a hashtag oficial do evento, #ParadaSPaoVivo, esteve entre os assuntos mais comentados do mundo nas redes sociais. E a audiência só cresce: em 2020, com as mais de 11 milhões de visualizações, o evento teve um aumento de 40% de espectadores únicos em relação à edição de 2019.
 

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