29/05/2021 às 15h05min - Atualizada em 29/05/2021 às 15h05min

Ministério da Saúde anuncia vacinação de pessoas sem comorbidades até 59 anos, mas não há data definida

De acordo com Ministério, doses serão direcionadas à população adulta de forma escalonada

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Estados e municípios com baixa ou nenhuma demanda de vacinação por grupos de risco já poderão iniciar a imunização do público geral
O Ministério da Saúde divulgou nesta sexta-feira (28) que começará a vacinar pessoas de 18 a 59 anos contra a Covid-19, sem doenças preexistentes, em todo o país. No entanto, segundo a pasta, ainda não é possível definir um cronograma por causa da realidade de vacinação em cada estado e da autonomia para estabelecer grupos prioritários. 

As secretarias de saúde devem fixar essas novas etapas no calendário de imunização, com base nas faixas etárias e por ordem decrescente de idade. 

De acordo com a nota técnica do Programa Nacional de Imunizações (PNI), estados e municípios com baixa ou nenhuma demanda de vacinação por grupos de risco já poderão iniciar a imunização do público geral, desde que os têm prioridade continuem a ser contemplados. 

A estimativa da pasta é finalizar a imunização de idosos e de pessoas com doenças preexistentes até junho. 

Imunização será escalonada

Pasta anunciou avanço de vacinação de pessoas sem comorbidades, porém sem data definida - Foto: REUTERS/Diego Vara

Pasta anunciou avanço de vacinação de pessoas sem comorbidades, porém sem data definida - Foto: REUTERS/Diego Vara


Doses serão direcionadas à população adulta de forma escalonada, de acordo com o ministério. Paralelamente, integrantes de grupos de risco continuarão a ser contemplados. Crianças e adolescentes ainda não estão incluídos no Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19 (PNO). 

Entre os trabalhadores da educação, a ordem de prioridade é por local de trabalho: primeiro creches, depois pré-escolas, ensinos fundamental, médio e profissionalizante, Educação de Jovens e Adultos (EJA) e, por último, ensino superior. Esse grupo inclui também profissionais da limpeza, da portaria e da manutenção. 

“Ressalta-se ainda que as creches e escolas contribuem não apenas para a educação, mas também para a segurança alimentar das crianças, cumprindo ainda outras atribuições sociais importantes. O ambiente escolar traz, no entanto, elevado risco de exposição a vírus respiratórios aos trabalhadores da educação tendo em vista que crianças são habitualmente peças chaves na transmissão destes vírus, o que justifica a vacinação deste grupo de trabalhadores”, diz o documento. 

As orientações foram definidas em reunião da Comissão Intergestores Tripartite (CIT) na quinta-feira, com integrantes do Ministério da Saúde, estados e municípios. 

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