18/04/2018 às 10h48min - Atualizada em 18/04/2018 às 10h48min

Número de animais abandonados cresce por falta de centros de castração

As castrações têm sido realizadas no município apenas através de voluntários.

ANDA Agência de Notícias de Direitos Animais
Foto: PEDRO VIDAL/SHUTTERSTOCK
O número de animais abandonados nas ruas do município de Araguaína, no Tocantins, aumentou e, segundo ONGs de proteção animal, o motivo é a ausência de centros de castração. O serviço é realizado apenas em clínicas particulares por meio de voluntários. No mês de abril é celebrada a luta contra a crueldade e pela defesa dos direitos animais.

Uma obra que transformaria uma unidade de saúde em um centro de castração e tratamento de animais, que estava prevista para ser inaugurada em fevereiro, está parada. De acordo com a Prefeitura, a paralisação se deve ao descredenciamento da empresa ganhadora da licitação, sendo necessária a realização de um novo processo licitatório. Ainda segundo a administração municipal, para que a construção do centro seja finalizada é necessário concluir apenas o acabamento do local. A previsão de entrega é para o próximo semestre.

A existência dos centros é importante pois garante o controle populacional de cães e gatos. “A gente vê as ruas cheias de animais e eles são advindos de algum lar. Foram colocados para fora. Enquanto não houver o comprometimento dos nossos governantes, a situação só vai piorar”, diz a zootecnista Roberta Vaz. As informações são do portal G1.

O médico veterinário Arivan Arraias considera que a construção de centros de castração deve ser vista como um “avanço para a saúde pública”, já que controlar a população de animais abandonados é uma forma de reduzir as zoonoses – enfermidades transmitidas entre os animais e os seres humanos. O especialista lembra ainda que os centros são importantes também do ponto de vista do bem-estar animal. “Com isso as pessoas vão ser mais conscientes de que tem que castrar”, afirma Arraias.

Abandonar animais é uma prática criminosa que tem como penalidade detenção de três meses a um ano, além de multa, segundo o artigo 32 da Lei de Crimes Ambientais.
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