11/04/2021 às 15h07min - Atualizada em 11/04/2021 às 15h07min

Imagens inéditas mostram a reação das células quando expostas à vacina da Covid-19

Olhar Digital
Foto: Divulgação
Pesquisadores da Universidade de Oxford, em parceria com cientistas da Universidade de Southampton, na Inglaterra, conseguiram observar pela primeira vez as reações das células do corpo humano ao serem expostas à vacina da Covid-19. O imunizante utilizado no experimento foi o da Oxford-AstraZeneca e mostrou as proteínas spike sendo produzidas naturalmente. 

Essas proteínas são aquelas pontinhas que dão ao Sars-Cov-2 sua forma característica, essas pontas são usadas pelos vírus para se ligar às células do corpo humano. A spike é revestida por açúcares conhecidos como glicanos que servem para disfarçar parte das proteínas virais para o nosso sistema imunológico. 

Na vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford em parceria com a AstraZeneca, um vírus que é inofensivo chamado adenovírus, que recebe uma versão segura da proteína spike. Com isso, caso o sistema imunológico tenha contato com um Sars-Cov-2, consegue gerar anticorpos que neutralizam o parasita. 

Neste estudo, os pesquisadores observaram as proteínas spike do Sars-Cov-2 fabricados pelas células que tiveram contato com o imunizante. Para isso, eles expuseram uma série de células cultivadas in vitro à vacina e usaram uma técnica conhecida como microscopia crioeletrônica (cryoEM), onde conseguiram gerar milhares de imagens. 

Uma prova de que a vacina funciona

Gráfico mostra a ação das células ao Sars-Cov-2 após a vacinação. Crédito: Universidade de Southampton

Gráfico mostra a ação das células ao Sars-Cov-2 após a vacinação. Crédito: Universidade de Southampton



Depois disso, todas a fotos foram combinadas para construir uma imagem clara das proteínas spike construídas pelas células. “CryoEM é uma técnica imensamente poderosa que nos permitiu visualizar a densa matriz de proteínas que tiveram foram fabricados e apresentados na superfície das células”, disse o líder do estudo e professor da Universidade de Oxford, Peijun Zhang. 

Em uma análise química posterior, os glicanos que revestem a proteína recém-desenvolvidas revelou que eles possuem uma enorme semelhança com as pontas presentes no Sars-Cov-2. 

Esta é uma característica essencial para o imunizante, pois significa que ela pode fornecer simulações aproximadas do vírus e aprimorar a resposta imune necessária para proteger o organismo da Covid. 

Para os especialistas, este resultado é bastante animador e pode ajudá-los a provar para o público que o imunizante da Oxford-AstraZeneca realmente funciona. “Isso também pode garantir que a vacina está fazendo seu trabalho e gerando o material de que precisamos para apresentar ao nosso sistema imunológico”, disse o professor Max Crispin, da Universidade de Southampton. 
 

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