03/03/2021 às 15h41min - Atualizada em 03/03/2021 às 15h41min

Como garantir segurança da equipe com novas regras de privacidade do WhatsApp?

Polêmica envolvendo mudanças no app tornam necessário que empresas saibam o que fazer para não colocar dados sensíveis em risco no ambiente virtual

Olhar Digital
Muito tem se falado sobre as novas regras de privacidade do WhatsApp. Anunciada em janeiro deste ano, a atualização gerou tanta polêmica que os desenvolvedores do app resolveram adiar a implementação da nova política que, agora, só deve acontecer em maio.

Um dos principais comentários foi referente aos usuários que afirmaram partir em busca de um novo mensageiro, temendo o que aconteceria com a privacidade dos seus dados. Lembrei que muitas foram as empresas que passaram a utilizar o app como canal oficial de comunicação entre as equipes após o início do home office. A pergunta que ficou na minha cabeça foi: e a segurança das corporações?

Bem… é fato que o WhatsApp está em constante atualização de recursos e ferramentas que atuam na melhoria da privacidade dos usuários. Um dos principais recursos é o duplo fator de autenticação, já presente em inúmeros apps e fundamental para garantir a segurança e evitar diferentes tipos de ciberataques que utilizam a plataforma como porta de entrada. Mas, e o que mais é preciso saber para evitar tais problemas?

Li em um artigo um resumo sobre o que, evidentemente, deve mudar com a nova política de privacidade. Como meu foco, aqui, são as corporações, vamos lá… Pelas novas regras, o WhatsApp vai permitir que as empresas possam terceirizar o armazenamento e o gerenciamento de mensagens trocadas com clientes a provedores externos, o que reforça a importância de ativar o duplo fator de autenticação nos smartphones, visto que, se um terceiro irá gerenciar esses dados, é recomendado investir na proteção deles, não é?

Outra alteração será com relação à criptografia de ponta a ponta, algo tão comemorado pela plataforma quando lançado. Ela continuará sendo uma configuração padrão e obrigatória, mas detalhe: isso só deve acontecer em grupos e conversas com outros indivíduos. Nas conversas com contas de negócios que tenham contratado um provedor externo, a conversa será outra – uma provável consequência do ponto que citei anteriormente. Essas conversas e os dados gerados nelas vão poder ser usados pelas empresas para fazer direcionamento de anúncios em outras plataformas lideradas por Mark Zuckerberg, como o Facebook e o Instagram, por exemplo.

Novas regras do WhatsApp, que só entram em vigor no mês de maio, seguem causando polêmica entre usuários. Imagem: Rahul Ramachandram/Shutterstock

Novas regras do WhatsApp, que só entram em vigor no mês de maio, seguem causando polêmica entre usuários. Imagem: Rahul Ramachandram/Shutterstock



Antes que pareça que estou julgando o nível de segurança do WhatsApp, eu explico: essas dicas devem ser levadas em consideração para qualquer atividade realizada virtualmente. Ainda que saibamos que nenhum software ou aplicativo é 100% seguro, já que os cibercriminosos estão em constante evolução, é importante reconhecer que uma gama de empresas decidiu utilizar apps de mensagens instantâneas – seja pela rapidez ou mesmo pela facilidade em falar com um colega. E é por isso que, mais uma vez, diretores de equipes de TI e os próprios colaboradores precisam prestar atenção aos riscos aos quais os usuários estão expostos ao trocar mensagens e trabalhar, arduamente, na precipitação de falhas com esses recursos.

O que precisa estar muito claro é a questão da privacidade. Ou seja, mesmo que você esteja se sentindo seguro, não é recomendado compartilhar dados sensíveis ou sigilosos da sua empresa por meio de quaisquer tipos de aplicativos.

Para essa comunicação, existem outras possibilidades como o uso de uma VPN ou mesmo um sistema de comunicação interna, o que previne ciberataques e outras ameaças para corporações e seus colaboradores.

Mais do que apenas buscar por um novo app ou uma nova ferramenta, é crucial estar informado sobre o que acontece no ambiente virtual para, assim, lidar com os desafios que aparecem de maneira segura. Por isso, lembre-se: tenha sempre em mente recursos que podem ser utilizados para melhorar a privacidade da sua empresa ou da sua casa. A ESET é uma das empresas que atua com esse objetivo, mas contar com a conscientização dos usuários também é fator crucial na luta contra o cibercrime.

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