08/01/2021 às 08h34min - Atualizada em 08/01/2021 às 08h34min

Mais de 30 mil devem ser vacinados na primeira fase da vacinação

Portal LR1
TESTADA E APROVADA - Vacina produzida em parceria com farmacêutica chinesa teve 78% de eficácia comprovada. (Foto: LR1)
Mais de 30 mil pessoas devem ser vacinadas em Araçatuba na primeira fase da vacinação contra a Covid-19 que começa no próximo dia 25, em todo o Estado. A estimativa, feita pela reportagem de O LIBERAL REGIONAL, considera os 25,7 mil idosos que, no ano passado, receberam doses da vacinação contra a Influenza (gripe), atingindo 99% da cobertura. Isso, além dos 6,5 mil profissionais de saúde, totalizando 99% da meta.

Ambos os segmentos, que, juntos, chegam a aproximadamente 32,2 mil pessoas na cidade, fazem parte do primeiro público a participar da estratégia de imunização devido à vulnerabilidade à doença transmitida pelo novo coronavírus, conforme já anunciado pelo Estado. Nessa fase, além dos maiores de 65 anos e de quem trabalha na área da saúde, estão os indígenas e quilombolas.

Em todo o território paulista, a expectativa é que a etapa inicial da imunização atinja nove milhões de pessoas, considerando todos os grupos prioritários. Segundo a Secretaria de Saúde do Estado, já há cerca de 10,8 milhões de vacinas, ou seja, quantidade superior à necesssária para aplicação das primeiras doses no grupo prioritário.

EFICÁCIA

Ontem, o Governo de São Paulo e o Insituto Butantan confirmaram que a vacina contra o coronavírus desenvolvida em parceria com a biofarmacêutica Sinovac Life Science atingiu índice de eficácia de 100% para casos graves e moderados. No total, o estudo clínico realizado no Brasil contou com a participação de 12,4 mil profissionais de saúde voluntários em 16 centros de pesquisa.

Em entrevista coletiva, o governador João Doria (PSDB) informou que a vacina do Instituto Butantan tem eficácia de 78% a 100% contra a Covid-19. “Como governador de São Paulo, quero agradecer aos mais de 12 mil voluntários que aceitaram participar desta pesquisa coordenada pelo Butantan e centros de excelência em oito estados brasileiros. Agradecer também a pesquisadores, médicos e cientistas que ajudaram e contribuíram para encontrarmos este grande resultado. O nosso reconhecimento e a nossa gratidão”, diss ele, no evento.

Segundo nota divulgada pelo Palácio dos Bandeirantes, dentre os imunizados ao longo dos testes clínicos e que contraíram o vírus, nenhum apresentou caso grave ou moderado da doença nem precisou de internação. “Ou seja, quem tomar a vacina do Butantan estará com a saúde protegida e chances mínimas de agravamento da COVID-19”, enfatizou o governo estadual no material distribuído à imprensa.

A taxa de eficácia foi de 78% para os infectados que apresentaram casos leves ou precisaram de atendimento ambulatorial. Isso significa que, a cada cem voluntários que contraíram o vírus, somente 22 tiveram apenas sintomas leves, mas sem a necessidade de internação hospitalar.

Com os índices atingidos na pesquisa, o Butantan deu início nesta quinta à solicitação do registro emergencial da vacina junto à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), para que rapidamente seja iniciada a imunização dos brasileiros contra a Covid-19.

O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas Tadeu, destacou que a pesquisa realizada no Brasil foi a prova mais dura e complexa já realizada no mundo para uma vacina contra o coronavírus e o estudo mais detalhado já apresentado. Por serem profissionais da área da saúde, todos os 12,4 mil voluntários tiveram risco muito maior de infecção, pois estavam na linha de frente da assistência prestada a pacientes contaminados.

A parceria entre o Butantan e o laboratório da China é desenvolvida desde dia 10 de junho do ano passado. Em outubro do ano passado, foi divulgado que a Coronavac é a mais segura entre todas as vacinas testadas no Brasil.

Em novembro, a revista científica Lancet, uma das mais importantes no mundo, publicou os resultados de segurança da Coronavac nas fases 1 e 2, realizados na China, com 744 voluntários. A publicação mostrou que a vacina é segura e tem capacidade de produzir resposta imune em 97% dos casos no prazo de até 28 dias após a aplicação.

 
Ministério da Saúde vai comprar cem milhões de doses da Coronavac
 

Ainda ontem, o Ministério da Saúde anunciou a assinatura de contrato com o Instituto Butantan para adquirir até cem milhões de doses da vacina Coronavac contra a covid-19 para este ano.

O contrato envolve a compra inicial de 46 milhões de unidades, prevendo a possibilidade de renovação com a aquisição de outras 54 milhões de doses posteriormente. Esse modelo foi adotado pela pasta em virtude da falta de orçamento para comercializar a integralidade das cem milhões de doses.

Em entrevista coletiva no Palácio do Planalto nessa quinta-feira, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, e representantes da pasta informaram o contrato de compra da Coronavac e trataram da situação da vacinação contra a covid-19. Pazuello afirmou que a aquisição do lote da Coronavac foi possível graças à MP (Medida provisória) editada um dia antes, permitindo a contratação de vacinas antes do registro da Anvisa.

A expectativa do ministério é que sejam disponibilizadas em 2021 até 354 milhões de doses. Este total deve ser formado por dois milhões de doses importadas da Astrazeneca da Índia, 10,4 milhões produzidas pela Fiocruz até mês de julho, 110 milhões fabricadas no Brasil pela Fiocruz a partir de agosto, 42,5 milhões do mecanismo Covax Facility (provavelmente da Astrazeneca) e as 100 milhões da Coronavac oriundas do contrato com o Butantan.

 
*matéria cedida pelo Portal LR1
 
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