15/12/2020 às 15h36min - Atualizada em 15/12/2020 às 16h48min

Bons motivos para aplicar educação financeira nas escolas

Em um país com 4,6 milhões de endividados, educação financeira é a saída para melhor administração do dinheiro em um futuro próximo

SALA DA NOTÍCIA Débora Ramos
divulgação

A educação financeira é um tema em amplo crescimento no Brasil. Diante de um mar de mais de 4,6 milhões de endividados (dados do Banco Central), o assunto ganha importância ano após ano. O endividamento está diretamente relacionado a hábitos de consumo, como a falta de planejamento financeiro e o acesso facilitado a crédito, sem um objetivo definido.

O endividamento impacta diretamente na qualidade de vida pessoal e familiar. Estima-se que 46% dos casais brasileiros brigam por questões financeiras, de acordo com dados do SPC Brasil. Portanto, com o poder de compra reduzido e o corte de elementos básicos do dia a dia, os ânimos também se abalam.

Portanto, a educação financeira conhecida, dominada e aplicada o quanto antes contribui para um melhor relacionamento com o dinheiro, sendo capaz, inclusive, de desenvolver competências para uma construção correta de planejamento financeiro claro e tangível no decorrer de toda a vida. 

Educação financeira nas escolas 

Evidentemente, o ensino da educação financeira pode ser feito em vários espaços, com destaque para o amplo crescimento do tema nas redes sociais e na web. No entanto, é desde cedo, nas escolas, que a absorção da temática pode acontecer de forma muito mais natural e aplicável. Ao ensinar crianças e jovens desde cedo, existe uma maior possibilidade de redução do endividamento no futuro, com uma melhoria das escolhas sobre gastos, a construção de uma reserva de emergência, bem como uma preparação financeira para o futuro.

De forma geral, a educação financeira tem uma importância muito grande para a redução do número de endividados no Brasil, mas também pode contribuir para que toda a população tenha condições de realizar um planejamento dos gastos, destinar de forma mais coerente seus recursos, pensar no futuro financeiro (aposentadoria) e até mesmo recusar gastos que não podem pagar naquele momento, ou seja, abrindo espaço para um consumo mais consciente.

Sem dúvidas, a educação financeira propõe uma verdadeira mudança da postura das pessoas diante do dinheiro nas diversas escalas de espaço e tempo, e, uma vez ministrada no ensino básico, também abre portas para mais amantes de ciências exatas, expandindo a adesão a cursos de estatística, licenciatura em matemática EAD, física, ciências contábeis, engenharias e outros. 


 
Link
Notícias Relacionadas »
Comentários »