09/12/2020 às 09h21min - Atualizada em 09/12/2020 às 09h21min

Tie dye: como essa moda surgiu?

Muito popular nos anos 1970, o estilo retornou em peças casuais e até mesmo em biquínis, sungas e maiôs.

Assessoria de Imprensa
Foto: Divulgação
A moda é cíclica: uma tendência dos anos 1990 pode não fazer mais sentido no início dos anos 2000 e, 20 anos depois, retornar com tudo e tomar as prateleiras, as vitrines e as passarelas do mundo inteiro.
 
Foi o caso das calças mom, que hoje são fundamentais no guarda-roupa de qualquer fashionista e povoam as fotos de algumas das influenciadoras digitais mais seguidas, e também do tie dye: as peças estampadas estão em todo lugar e se tornam objeto de desejo de muita gente.
 
Você sabe de onde veio a moda tie dye? Se não, acredite: você vai gostar muito de entender melhor sobre a história dessa tendência. Para saber mais, leia o artigo a seguir!
 

Muito antes dos hippies

O termo tie dye, de fato, tem origem norte-americana. A ideia de tingir roupas com o auxílio de amarrações, no entanto, veio bem antes do movimento hippie e de suas cores vivas, flores no cabelo e amores livres.
 
Há relatos de criações parecidas no Japão, na Índia e em diversos países da África. As técnicas, os produtos utilizados para fazer o tingimento e as intenções mudam, mas a prática é, em tese, a mesma: amarrar e submergir as roupas em tinta ou pigmentos análogos.
 
Acerca da moda hippie, especificamente, podemos dizer o seguinte: na época, no final dos anos 1960 e no início dos 70, as estampas irregulares e "diferentonas" eram um símbolo de resistência política, por isso, estavam atreladas a todo um movimento pacifista e de revolução.
 
Sim, é totalmente cabível dizer que o tie dye surgiu de uma necessidade de se impor politicamente contra a violência e a guerra. A moda, ao contrário do que alguns podem pensar, muitas vezes anda lado a lado com a política e com o pensamento predominante de um grupo de pessoas, numa época específica.
 
A proposta, com toda a sua simbologia e peso cultural, foi muito bem aceita. No ápice do movimento de liberdade, o tie dye pintou camisas, calças, bolsas e demais acessórios, e fez parte do estilo de cantores e artistas de peso, como Janis Joplin e Joe Cocker.
 
Com o passar do tempo e a mudança histórica e social pela qual passou o ocidente, a tendência se enfraqueceu e deu lugar a outras. Nos anos 1980, por exemplo, prevaleceram o laquê, as peças de veludo, o couro, o jeans, as correntes e os olhos pintados de preto.
 
Nos anos 1990, a tendência reapareceu no visual dos clubbers, jovens “descolados” e coloridos que, preocupados com os looks e imersos em vidas de festas, precisavam de elementos chamativos em suas roupas. Nada mais chamativo do que ressuscitar um estilo que, em outros tempos, foi bandeira de famosos e ativistas.
 

O tie dye hoje

Após mais algum tempo sumida, a tendência retornou. Nos últimos anos, a moda tem resgatado elementos dos anos 1970 e também dos anos 90 (especialmente), como as calças pantalonas, readaptadas para as calças pantacourt, e as cinturas mais altas.
 
Como tudo é adaptável e muda conforme o caminhar da sociedade, hoje não há uma associação direta entre o tie dye e a preferência política. As peças “manchadas”, de uso fashion, tendem a ser vistas como extravagantes e rebeldes, mas não trazem a carga associada ao movimento antiguerrilha.
 
A liberdade buscada pelos hippies, no entanto, pode refletir na escolha por roupas com estampas mais livres, como é o caso do tie dye, e por peças soltas, como vestidos longos, calças flare de materiais mais leves e camisetas compridas, que hoje chamamos de camisetas boyfriend.
 
Se você está em busca de um guarda-roupa que dialogue com a sua necessidade de desbravar o mundo e conhecer uma versão nova e despretensiosa sua, vale a pena experimentar esse estilo — e usar e abusar das texturas irregulares dele!
 
 
 
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