03/12/2020 às 11h30min - Atualizada em 03/12/2020 às 11h30min

Clarín Cia. de Dança celebra o Bumba-meu-boi do Maranhão em novo espetáculo

No próximo fim de semana o Centro Cultural Olido recebe a temporada de estreia do espetáculo "Da cor de cobre". Uma releitura poética sobre o auto do Bumba-meu-boi, que faz uma ode à cultura popular do Maranhão, cadenciando o passo e o brincar de toda sua gente.

Luciana Gandelini
Assessoria de Imprensa
Foto: marcos Alonso

Clarín Cia. de Dança estreia em formato híbrido com temporada presencial e transmissão on-line

 

Nos dias 04, 05 e 06 de dezembro de 2020, sexta-feira e sábado às 20h00 e domingo às 19h00, a  Clarín Cia. de Dança estreia o espetáculo "Da cor de cobre", no palco do Centro Cultural Olido. Com ingressos gratuitos, a temporada será realizada em formato híbrido, com três apresentações presenciais e, no sábado, uma transmissão on-line através das redes sociais. 

 

Diante da necessidade das medidas de distanciamento em razão da COVID-19, serão adotados todos os protocolos de segurança, e por isso os ingressos serão limitados, com a necessidade de reserva antecipada através do email: [email protected]

 

Com o espetáculo "Da cor de cobre" a companhia que tem a frente o diretor e bailarino maranhense Kelson Barros, faz uma releitura poética do auto do BUMBA-MEU-BOI, apresentando histórias encantadas sobre alguns dos personagens existentes nesse folguedo. O auto do bumba-meu-boi visto de um lugar mágico, através de uma brecha entre o mundo real e o encantado, no qual Pai Francisco e Catirina podem transitar.

 

O nome do trabalho faz referência a um dos personagens do Bumba-meu-boi: o Caboclo de Penas.  "Da cor de cobre" é uma alusão a esse ser místico, um curandeiro que despeja encantamentos e saberes por onde passa. Com sua roupa icônica, ele segue dançando e curando, trazendo um significado ímpar à manifestação. 

 

Além disso, a montagem também exalta o olhar dos brincantes – o povo maranhense – buscando diversos outros significados à "cor de cobre": o entardecer, que dá início à festa; a terra – avermelhada, que levanta a poeira com os passos feitos pelos baiantes; a fogueira, essencial para afinar os couros dos pandeirões, cadenciando o passo e o brincar de toda a gente.

 

"Esse trabalho é uma homenagem a todos os grupos existentes e resistentes da cultura tradicional brasileira. Uma forma de chamar atenção para o folclore nacional e ressignificar essa manifestação popular, que acontece na rua, para usar os elementos técnicos da caixa-preta a fim de recriar os ambientes mágicos das estórias", explica o diretor do grupo Kelson Barros.  

 

A Clarín Cia. de Dança, é a junção de artistas com origens e experiências diferenciadas, vindos da capoeira, breaking, ballet e danças brasileiras, que se uniram ao redor da ideia da experimentação em dança e cultura popular.

 

Criado por Kelson Barros com o objetivo de dar continuidade à pesquisa empreendida por ele com o Núcleo Igi Ara, ainda na graduação em dança em 2009, a Clarín Cia de Dança tem como foco a significação do gestual apresentado pela dança dos orixás, desenvolvendo uma pesquisa em torno da dança popular contemporânea desde 2013, focando sua pesquisa nas manifestações populares do Brasil. Um estudo da movimentação, partindo do contato de cada participante com determinada manifestação/dança pesquisada.

 

As pesquisas de campo se iniciaram entre as idas e vindas constantes para São Luís – MA, terra de origem do diretor, que promoveram intensa troca de informação e levantamento de material de pesquisa, compartilhando a vivência e o conhecimento com os participantes da Cia. 

 

Convidada a fazer uma circulação municipal em 2018, a Cia. estreou o espetáculo "Cebola – cascas de um todo". Um espetáculo que teve seu processo criativo baseado nas histórias de amor de cada integrante. Com canções da MPB e Bossa Nova, a montagem traz a dança do elenco sendo livre e com cada integrante se fazendo intérprete de seu próprio momento. 

 

Em 2020 estreia "ou 9 ou 80", voltado para o universo do passinho e do funk, que conta as histórias desses dançarinos da periferia do Rio de Janeiro e de São Paulo. O fio condutor do trabalho são as 9 mortes no baile em Paraisópolis e os 80 tiros na família na Zona Oeste do Rio de Janeiro. A montagem leva músicas de funk e passinho para o teatro, no Centro da metrópole, e também os dançarinos, onde o olhar dos frequentadores de baile se identifica num ambiente diferente do habitual.

 

"A Clarin Cia. de Dança tem na cultura popular brasileira sua grande fonte de pesquisa estética e temática para criações contemporâneas. Sua preocupação é trazer questões relevantes à contemporaneidade, porém embasada na essência do popular, acreditando que a arte de um povo pode ser um instrumento de transformação social, uma vez que o público se reconhece a partir de uma nova ótica, e que aos artistas cabe a consciência sobre o papel que ocupam na sociedade", complementa Kelson Barros.

 

Neste sentido, a Clarín Cia. De Dança acredita que a arte deve estar ao alcance de todos e que as diferentes possibilidades de criação devem ser apresentadas para gerar reflexão, aproximação e um sentimento de representatividade, numa sociedade multiétnica e multicultural como a brasileira.

 

Mais informações em: https://www.facebook.com/ClarinCiadeDanca

 

SERVIÇO: 

SINOPSE

"Da cor de cobre" é uma releitura poética do auto do BUMBA-MEU-BOI. Este trabalho apresenta histórias encantadas sobre alguns dos personagens existentes nesse folguedo. O auto do bumba-meu-boi visto de um lugar mágico, através de uma brecha entre o mundo real e encantado, no qual Pai Francisco e Catirina podem transitar.

Quando: 04, 05 e 06 de dezembro de 2020 - Horário: sexta-feira e sábado 20h00 / domingo às 19h00

Onde: Centro Cultural Olido - Av. São João, 473 - Centro Histórico de São Paulo, São Paulo - SP, 01035-000

Capacidade: 70 lugares

Classificação Livre

Reserva de ingressos através do e-mail: [email protected] (enviar nome completo, RG e celular - confirmação na sexta-feira 04/12)

 
 


Link
Tags »
Notícias Relacionadas »
Comentários »