24/11/2020 às 08h40min - Atualizada em 24/11/2020 às 08h40min

Aumenta a esperança de vida da população ao nascer, diz estudo

Portal LR1
VANTAGEM - Para a Fundação Seade, resultado revela boa qualidade de vida na Região. ( Foto: LR1)
A esperança média de vida dos moradores da Região de Araçatuba, ao nascerem, está entre 76 e 76,5 anos, aponta estudo da Seade (Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados) divulgado neste mês. A pesquisa considerou o período de 2017 a 2019.

Com esse dado, é possível concluir que, desde 2000, esse indicador subiu pelo menos 3 anos. No começo do século, a expectativa era de até 73,50 anos. Em 2015, havia chegado a 75,81, aponta também a Fundação.

No mais recente levantamento, o desempenho regional aparece na mesma faixa do de três regiões administrativas vizinhas no Estado: Presidente Prudente, Marília e Bauru.

Conforme o estudo, as maiores esperanças de vida ao nascer foram verificadas nas regiões de Ribeirão Preto (77 anos), Campinas (76,9) e São José do Rio Preto (76,8), enquanto as menores aparecem na Região Metropolitana da Baixada Santista (74,7) e nas regiões administrativas de Itapeva (74,8) e Registro (75,4).

De acordo com o relatório, a diferença entre os valores regionais extremos, em 2019, foi de 2,3 anos, menor do que aquela observada em 2000 (4,5 anos).

“Essa redução sugere tendência de aproximação regional, resultante de ganhos expressivos em regiões com menores níveis de longevidade”, diz o documento.

COMPARATIVO

O número da região está no mesmo patamar do Estado, que fechou 2019 com esperança de vida, ao nascer, correspondente a 76,4 anos. Na avaliação dos pesquisadores da Fundação Seade, a evolução da taxa revela expressivo avanço na longevidade.

Nas últimas cinco décadas, houve aumento de 17,7 anos e, entre 2000 e 2019, o incremento foi de 4,8 anos, confirmando a tendência ascendente da expectativa de vida paulista.

Outra boa notícia é que o indicador da Região de Araçatuba supera o registrado no mundo, no continente e no País. Estimativas das Nações Unidas mostram que, nos últimos cinco anos, a duração média de vida da população mundial foi de 72,3 anos, sendo 75,6 anos na América do Sul e 75,5 no Brasil.

HOMENS E MULHERES

O estudo mostrou ainda que, no ano passado, em todo o Estado, a esperança de vida entre as mulheres estava em 79,4 anos, enquanto entre os homens, 73,3 anos.

Isso representou uma diferença de 6,1 anos entre os sexos, mas inferior à distância observada em 2000. Há 20 anos, essa diferença era de nove anos.

Para órgão responsável pela pesquisa, a diminuição observada está diretamente associada à queda da mortalidade masculina, que foi mais rápida do que a feminina.

A Fundação Sede avalia que o início do século 21 foi marcado por declínio acentuado das

causas externas de morte em todo o território paulista, em especial aquelas relacionadas a agressões e acidentes de transporte, favorecendo, principalmente, a sobrevivência da população masculina jovem.

POR IDADE

Por fim, os indicadores por idade apontam acréscimos em todas as faixas etárias. Assim, crianças de 10 anos ampliaram sua esperança de vida de 66,1 anos em 1970, para

77,4 anos em 2019, enquanto jovens de 30 anos passaram de 67,7 para 78,3 anos, nesse mesmo período. O órgão ressalta que pessoas idosas com 70 anos estenderam sua expectativa de vida de 78,9 para 84,3 anos. Além da redução continuada da mortalidade na infância, com impacto imediato na sobrevivência entre os mais jovens, também ficam evidentes fortes progressos nas demais faixas etárias da população residente no Estado.

 
*matéria cedida pelo Portal LR1

 
 
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