29/09/2020 às 10h49min - Atualizada em 29/09/2020 às 10h49min

Cientistas encontram mais três reservatórios de água líquida em Marte

Pesquisadores italianos descobriram lagos subterrâneos no polo sul do planeta; a mesma equipe descobriu o primeiro reservatório no local há dois anos

Olhar Digital
Foto: Divulgação
Marte é conhecido por ser um mundo árido e desértico. Porém, isso está mudando aos poucos. Segundo o MIT Technology Review, uma equipe de cientistas italianos encontrou três novos lagos subterrâneos próximo ao polo sul do planeta. Com o achado, o número de reservatórios de água líquida em Marte sobe para quatro.

A mesma equipe de pesquisadores já havia encontrado o primeiro lago subterrâneo do planeta há dois anos. A nova descoberta, publicada na revista Nature Astronomy na segunda-feira (28), foi feita após uma revisão de dados coletados por um radar que orbita Marte. O equipamento é financiado pela Nasa e pela Agência Espacial Italiana.

Desta vez, os cientistas usaram novos truques para distinguir as condições úmidas e secas testadas na Antártica e na Groenlândia para encontrar os novos reservatórios. Eles são, inclusive, bastante semelhantes ao primeiro, tanto em tamanho quanto em composição.

Infelizmente, para os futuros habitantes de Marte, o reservatório deve ser uma enorme salmoura. Caso contrário, teria congelado, formando um enorme bloco de gelo. Por conta disso, a água não deve ser ingerida, a menos que passe por um processo de dessalinização. Apesar disso, esses grandes reservatórios podem ser um ponto de partida excelente para busca por vida extraterrestre.

Cientistas da Universidade de Harvard concluíram que a ausência de água na superfície da Lua e de planetas como Marte não quer dizer, necessariamente, que não haja vida nestes locais. Os pesquisadores ainda propõem uma forma de perfurar a superfície destes planetas em missões espaciais futuras, o que poderia confirmar especulações sobre vida subterrânea. O resultado das discussões e experimentos foi publicado no The Astrophysical Journal Letters em 21 de setembro.

Para que os cientistas chegassem a uma conclusão, foi analisada a “espessura” de regiões superficiais destes planetas, sendo que foi revelado que água e vida podem existir mesmo em objetos rochosos. O estudo também sugere que altas pressões não serviriam de motivo para excluir completamente a chance de vida.
 
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