25/09/2020 às 14h53min - Atualizada em 25/09/2020 às 14h53min

Aeroporto da Finlândia utiliza cães para 'farejar' a Covid-19

De acordo com estudos realizados recentemente, a precisão da detecção é de até 95%

Tecmundo
Foto: Divulgação
A partir desta semana, todos que desembarcarem no aeroporto de Helsinque, na Finlândia, passarão por um teste bastante diferente para detectar possíveis sinais de infecção da Covid-19. Uma equipe de cães foi escolhida para farejar passageiros.

Caso a iniciativa funcione, esse pode ser um método mais eficiente e simples para detectar a doença em uma variedade de cenários. "Estamos entre os pioneiros. Até onde sabemos, nenhum outro aeroporto tentou usar a detecção da Covid-19 pelo faro canino", disse Ulla Lettijeff, diretora do aeroporto.

Para pessoas alérgicas ou que tenham medo de cães, não há razão para se preocupar. Os passageiros não terão contato direto com os animais. O teste é realizado com um lenço passado na pele do indivíduo, colocado em uma espécie de copo e dado para o cachorro cheirar. Se o bicho detectar sinais da Covid-19, ele fará um sinal.

Os passageiros para os quais os cães indicarem resultado positivo serão encaminhados para um posto específico dentro do aeroporto.
Ainda não está totalmente claro como os cães conseguem detectar a doença apenas com o faro. No entanto, um estudo francês recente descobriu que cachorros treinados para cheirar a diferença entre o suor de pessoas saudáveis e de infectadas tinha 95% de certeza nos diagnósticos.

Outro estudo, desta vez feito na Alemanha, apontou que cães treinados também conseguem fazer o mesmo com amostras de saliva. Porém, nesse caso, a precisão é de até 94%.

Atualmente, dez cães passam por treinamentos para a tarefa. Todos eles já possuem experiência anterior com detecção de odores. Quando começarem a trabalhar, cada turno será composto por quatro cães.

"Eles precisam descansar de vez em quando", disse Susanna Paavilainen, da WiseNose, uma empresa especializada no treinamento de cães para detecção de cheiros. "Enquanto dois cães trabalham, outros dois estão de folga. O serviço é voltado principalmente para passageiros que chegam de fora do país", completa.

O programa piloto, que está começando a ser implementado, está previsto para durar quatro meses. Depois disso, todos os resultados obtidos serão avaliados.

Caso tudo corra bem, os cães podem substituir humanos que atualmente testam passageiros que desembarcam.

 
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