24/09/2020 às 07h41min - Atualizada em 24/09/2020 às 07h41min

27 sarcófagos egípcios selados foram desenterrados no Egito

ANTIGO EGITO

SOCIENTIFICA
Um dos 14 caixões a mais lacrados encontrados na necrópole de Saqqara. Foto do Ministério do Turismo e Antiguidades do Egito
Há duas semanas, as autoridades do Egito descobriram 13 sarcófagos egípcios de 2.500 anos que permaneceram fechados por milênios. A descoberta foi realizada durante as escavações na necrópole de Saqqara.

Agora, o Ministério do Turismo e Antiguidades do Egito anunciou a descoberta de outros 14 caixões selados no mesmo lugar. Os arqueólogos acreditam que todos os 27 caixões permaneceram intactos desde o enterro.

Leia mais sobre o achado original e vamos contar mais a história deste antigo cemitério neste artigo.

Necrópole de Saqqara
Por milhares de anos, os antigos egípcios usaram a vasta necrópole de Saqqara para depositar os seus mortos.

Além de abrigar inúmeros tesouros em suas tumbas elaboradas, o cemitério ostenta a Pirâmide Escalonada de Djoser, uma estrutura colossal que talvez seja mais conhecida como a primeira pirâmide da região.


Os achados desse mês do Ministério do Turismo e Antiguidades do Egito são a mais recente maravilha arqueológica a surgir na antiga necrópole.

Um esconderijo que, até o momento, soma 27 sarcófagos egípcios lacrados de cerca de 2.500 anos.

Os pesquisadores descobriram em um poço do cemitério a 36 pés de profundidade no qual os caixões de madeira haviam descansado sem serem perturbados por milênios durante as escavações em andamento no local de Saqqara.

Sarcófagos egípcios lacrados e outras descobertas
Como salientamos na matéria com a descoberta dos primeiros caixões, as autoridades suspeitam que esses recipientes permaneceram lacrados desde seu enterro, porque alguns ainda apresentam inclusive marcações pintadas, como relatou Michelle Star para a Science Alert.

Amanda Kooser apontou também para a CNET que os túmulos egípcios em Saqqara foram sujeitos a saques e escavações não autorizadas ao longo dos anos, mas esses caixões não.


Ou seja, um fato que torna estas descobertas bem preservadas ainda mais notáveis.

O ministro Khaled El-Enany já havia sugerido que mais caixões estariam à espreita dentro do poço do cemitério para mais revelações, em um comunicado.

Em novembro passado, uma equipe de arqueólogos em Saqqara desenterrou filhotes de leão mumificados raros, bem como gatos mumificados e estátuas de bronze e madeira.

E em maio deste ano, Andrew Curry da National Geographic filmou uma vasta e sofisticada oficina de múmias nunca antes vista sob a necrópole.

Ainda mais, o complexo foi a primeira casa funerária conhecida do Egito Antigo, escreveu Katherine J. Wu para a revista Smithsonian na época.

Identidades desconhecidas
A princípio, as identidades daqueles enterrados nos caixões recém-descobertos seguem desconhecidas.

Mas já observamos e a autora de um artigo na Artnet News, Sarah Cascone, explicou também que os antigos egípcios costumavam enterrar pessoas ricas em elaborados adornos funerários.

Esses adornos incluíam itens como sarcófagos de calcário e máscaras faciais de prata ou ouro nas profundidades mais baixas, que se pensava estarem mais próximas do submundo.

Aqueles com menos recursos foram colocados para descansar em caixões de madeira nas camadas superiores dos túmulos ou eram simplesmente embrulhados em linho e enterrados em fossos de areia.

Esta coleta de sarcófagos egípcios ainda é considerada pelas autoridades o maior depósito desse tipo em mais de 100 anos.
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