01/09/2020 às 08h45min - Atualizada em 01/09/2020 às 08h45min

São Paulo é o Estado com a menor taxa de homicídios contra mulheres

Os números foram apurados pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada e Fórum Brasileiro de Segurança Pública

SSP
Foto: Governo do Estado
São Paulo é o Estado com a menor taxa de homicídio de mulheres no país, segundo o Atlas da Violência 2020, elaborado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), e divulgado no último dia 27. 

O estudo analisou indicadores criminais durante uma década – no intervalo entre os anos de 2008 e 2018 - e apresentou os números paulistas com os melhores resultados, reforçando o bom trabalho realizado pelas forças de segurança estaduais no período.

Na avaliação feita sobre os dados de violência cometida contra as mulheres, o índice nacional subiu e alcançou a marca de 4,3 mortes, contra 2 a cada grupo de 100 mil habitantes registrado no Estado de São Paulo. Em 2008, a taxa do Brasil era de 4,1 enquanto a de SP 3,1.

O dado, que apresentou queda de 36,3% da taxa, mostra que São Paulo é o estado mais seguro para as mulheres viverem no Brasil. Isso porque é pioneiro no aprimoramento de políticas de combate à violência de gênero e está empenhado em aperfeiçoar as políticas públicas.

A proteção à mulher é medida prioritária da atual gestão, iniciada em janeiro do ano passado. "Temos um governador e um secretário de segurança atentos aos problemas da mulher", afirma a delegada Jamila Jorge Ferrari, coordenadora das Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs).

Defesa da mulher

Desde o início da atual gestão, a violência doméstica e contra a mulher é enfrentada em todas as suas vertentes. Em abril, por exemplo, no início da quarentena decretada pelo Governo de SP, a Delegacia Eletrônica começou a registrar casos de violência doméstica em São Paulo. 

De acordo com a Delegada Jamila Ferrari, o atendimento eletrônico às vítimas de violência contra a mulher já estava sendo planejado pela Polícia Civil e teve o lançamento antecipado por conta da crise da Covid-19, visando o efetivo combate à violência doméstica, familiar e sexual.

O serviço é mais uma ferramenta para proteger as mulheres dentro das suas casas. Somente na quarentena, mais de 9 mil registros eletrônicos foram contabilizados durante o isolamento social – o atendimento presencial segue normalmente nas 135 DDMs do Estado.

Além de incentivar as denúncias, o governo ampliou a estrutura de acolhimento das vítimas no Estado. Mais do que aumentar a quantidade de delegacias especializadas, também expandiu de uma para 10 o número de unidades preparadas para receber a população a qualquer hora do dia ou da noite. 

O governo de São Paulo também lançou o aplicativo SOS Mulher, que prioriza o atendimento policial às pessoas com medidas protetivas concedidas pela Justiça. Desde o lançamento, em março de 2019, a plataforma atingiu 15.765 downloads ativos, com 14.293 cadastros.

Ainda há o Programa Bem Me Quer, desenvolvido pela SSP em parceria com outras secretarias, para atendimento de vítimas de abusos sexuais - mulheres e crianças e adolescentes do sexo masculino de até 14 anos. De janeiro a julho de 2020 foram realizados 672 atendimentos.
 
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