14/08/2020 às 14h42min - Atualizada em 14/08/2020 às 14h42min

Pagamentos por links crescem na quarentena e diminuem circulação de cédulas

48% dos consumidores brasileiros estão dispostos a mudar a forma de quitar boletos no pós-pandemia. O avanço da tecnologia vai contribuir para que essa migração do dinheiro de papel para as transações por meio de links aconteça.

Assessoria de Imprensa
Foto: Divulgação

Antes da propagação global do Coronavírus existia só três países onde os meios de pago eletrônicos superavam amplamente a forma de pagamento tradicional: Suécia, Coreia do Sul e China. Este último país, por exemplo, implementou um modelo comercial de baixo uso do dinheiro em papel com fomento, pelo seu presidente, para o uso das moedas digitais, a fins do ano 2019, pediu a adoção acelerada de tecnologia blockchain. Isto poderia supor uma grave ameaça para o dólar dos Estados Unidos.



Com a pandemia do novo coronavírus e o isolamento social, computadores e aparelhos celulares tornaram-se ferramentas fundamentais para que as pessoas possam trabalhar, estudar, interagir e, claro, pagar contas. São tempos difíceis, em que o contato físico foi colocado de lado, como forma de se evitar a disseminação da Covid-19.

E no momento em que se recomenda ficar em casa por causa da pandemia, uma alternativa dos consumidores foi pagar boletos virtualmente e através de links.

O manuseio de dinheiro, de cédulas ou moedas, ficou para trás.

Para se ter um ideia, a Cielo, empresa brasileira de serviços financeiros, registrou um aumento de 260% nessa forma de pagamento. O head de e-commerce da Cielo avalia que o formato de pagamento virtual ou por links pode ser o mais conveniente para o cliente.


 

Transações sem contato

 
Graças aos desenvolvimentos que se deram no sistema financeiro nos últimos anos que representam um avanço constante das operações bancárias junto à situação de isolamento atual, hoje se observa um maior dinamismo nas transações sem contato: os pagos desta modalidade aumentaram um 35% na América Latina no meio da pandemia.

Brasil agora ocupa o terceiro lugar entre os mercados de transações digitais mais grande do mundo e tem uma alta capacidade móvel, de 83%.
Os canais remotos vêm crescendo tanto que 6 de cada 10 transações se realizam pelos meios digitais: telefone celular ou computador. O uso de smartphones para realizar operações bancárias já supera o uso do Internet Banking.
 

Pagamentos por aproximação

 
O pagamento por aproximação, utilizando-se um relógio eletrônico ou celular, é seguro, rápido e veio a calhar nesses tempos de pandemia. Pudera: esse tipo de transação ajuda a evitar o contato físico com cédulas, com a máquina do cartão e mesmo com o vendedor.

Por conta disso, é o método recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para evitar o contágio pelo coronavírus.


Para se efetuar o pagamento por aproximação é preciso:
 
  • Ter um celular com suporte à tecnologia comunicação por campo de proximidade (NFC);
  • Verificar se o cartão é aceito em uma das carteiras Google Pay, Apple Pay ou Samsung Pay. É necessário que a emissora do cartão tenha contrato com a fabricante do celular para fornecer suporte ao pagamento por aproximação;
  • Ter um cartão que já conta com o chip de NFC embutido; e
  • Pagar com um QR code.
 

Expectativas

 
O uso dos meios digitais para realizar pagamentos no país já não será o mesmo.

Um estudo da consultora Bain mostrou que 48% dos consumidores brasileiros estão dispostos a mudar a forma de pagar após a quarentena, usando mais cartões e celulares.

O comércio por meio das plataformas eletrônicas crescerá mais que o varejista tradicional no próximo ano devido a que os novos consumidores
digitais experimentaram a modalidade e os já estabelecidos aumentaram seu uso durante a quarentena.
 
Segundo a analista Melisa Murialdo, da empresa de serviços financeiros omelhortrato.com, para que possam “competir” com o dinheiro em papel, as formas de pagamento eletrônico devem ser:
 
  • não só seguras para evitar os fraudes informáticos mas também
  • acessíveis a toda a população;
  • rápidas e simples sem procedimentos burocráticos complicados que fazem um círculo interminável de senhas e verificações que paradoxalmente acabam dando a sensação de ter exposto toda nossa privacidade e desencorajando o processo de digitalização da população que o momento atual precisa.


A regulação é um elemento significativo para o crescimento do dinheiro móvel e um dos pontos nos que se deveria avançar porque o marco regulatório para tecnologias financeiras e outras instituições de dinheiro eletrônico é muito recente no país, por isso é pouco desenvolvido e se encontra enquadrado em regulações mais gerais ligadas a sistemas de pagos.

É assim que ao avaliar a forma de responder ativamente aos novos desafios que impõe a economia digital:
 
● melhorar a logística para evitar a insatisfação dos consumidores
● garantir a biossegurança com fretes gratuitos
● aumentar a mão de obra essencial para evitar atrasos nas entregas
● oferecer produtos que satisfazem as necessidades da população diversificada
● aproveitar as vantagens regulatórias na questão de inclusão financeira
 
Sem deixar de lado complementos analógicos para reduzir os riscos e maximizar os benefícios, a pandemia poderia aumentar o uso de meios de pago diferentes ao dinheiro físico como hábito de consumo na sociedade.
 
É assim que um vírus, junto com a tecnologia atual, pode se tornar um acelerador da extinção do dinheiro vivo e se são tomadas as medidas pertinentes, um motor da transformação digital de que o setor financeiro precisa para favorecer a posição do Brasil.


 
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