09/03/2020 às 13h15min - Atualizada em 09/03/2020 às 13h15min

Encontrado álbum de fotos feito com pele de prisioneiro de Auschwitz

HOLOCAUSTO

HISTORY
Imagens: Marek Lach/Museu e Memorial de Auschwitz-
Um álbum de fotos adquirido por um colecionador em um antiquário na Polônia tem uma origem trágica. O comprador notou que sua capa cheirava mal, além de conter uma tatuagem e cabelo humano. O homem acabou doando o objeto ao Museu de Auschwitz-Birkenau, que comprovou sua natureza macabra: análises apontam que a capa foi confeccionada com pele humana.

Os pesquisadores do museu acreditam que a capa tenha sido feita com a pele de um prisioneiro executado no campo de concentração de Buchenwald. O local foi palco de assassinatos em massa e de experimentos com humanos. Originalmente o álbum pertencia a uma família da Baviera que gerenciava uma pousada em uma cidade turística durante a Segunda Guerra Mundial. Especula-se que o objeto, que continha mais de 100 fotos de paisagens, tenha sido oferecido como um presente por alguém que trabalhou no campo de Buchenwald.


Imagens: Marek Lach/Museu e Memorial de Auschwitz

De acordo com Elżbieta Cajzer, responsável pelas coleções do Museu de Auschwitz-Birkenau, o uso da pele humana como matéria-prima está diretamente associado ao casal Karl e Ilse Koch, comandante e supervisora do campo de concentração de Buchenwald. A dupla se tornou famosa por sua brutalidade com os prisioneiros. Ilse ficou conhecida por chicoteá-los enquanto cavalgava. Além disso, os Koch também colecionavam peles tatuadas.

Imagens: Marek Lach/Museu e Memorial de Auschwitz-

O casal Koch foi preso em 1943, acusado de peculato, ameaça a oficiais e outros crimes. Karl foi executado pela SS em 1945, enquanto Ilse foi absolvida. Após o fim da guerra, ela foi presa por autoridades dos Estados Unidos e condenada à prisão perpétua. Ilse se suicidou na prisão em 1967.

Sobreviventes de Buchenwald disseram que no local a pele humana era usada para os mais diversos fins, como a produção de carteiras de dinheiro e encadernação de livros. O museu disse que o álbum é uma prova dos crimes cometidos contra a humanidade. Um outro caderno cuja capa também foi produzida com pele humana pertence ao acervo da instituição. Cerca de seis milhões de judeus morreram nas mãos de nazistas durante a Segunda Guerra Mundial, fazendo do Holocausto um dos episódios mais trágicos da história da humanidade. 

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