14/03/2018 às 16h24min - Atualizada em 14/03/2018 às 16h24min

Sorriso gengival: desordem atinge muito além da estética

Assessoria de Imprensa
Paulo Coelho Andrade, mestre e especialista em implantodontia e odontologia estética

Expressão máxima da felicidade, o sorriso é considerado nosso cartão de visita e peça-chave para uma boa autoestima e, muitas vezes, até para um bom convívio social. Vínculo de aproximação entre as pessoas, quando ele não é harmônico, pode comprometer a imagem pessoal, afetar a sociabilidade – deixando-a tímida e introspectiva pelo simples medo de sorrir – e atrapalhar até mesmo a vida profissional. Afetando assim, a vida do indivíduo como um todo.

Uma das desordens bucais que mais incomoda, principalmente as mulheres – mais afetadas pelo problema – é o sorriso gengival. Ele é caracterizado pela exposição excessiva da gengiva e pode ser identificado quando ela, ao sorrir, fica acima de 4mm. São inúmeras as situações que podem causar o problema, sendo quatro mais comuns: crescimento excessivo do maxilar superior; excesso de gengiva que cobre a dentição; dentes curtos ou lábio curto ou hiperativo. Para corrigir o sorriso gengival é imprescindível um diagnóstico profissional acerca do problema e do tratamento preciso sobre cada caso. 

O tratamento mais usual de correção é a gengivoplastia, cirurgia simples onde o dentista remove o excesso de tecido, deixando os dentes mais expostos. A anestesia é local e a cicatrização costuma levar de uma a duas semanas. Quando feitas com laser ou cauter, o conforto é maior e a cicatrização mais rápida. Também tem se tornado cada vez mais comum a aplicação de toxina botulínica no músculo que move o lábio superior. A intenção é travá-lo quando a pessoa sorri. Desta forma, a gengiva não será muito exposta. Apesar de eficaz, pois ocultará o problema, este tratamento não é definitivo, sendo necessária a sua reaplicação a cada quatro meses.

Em casos mais graves, onde o problema é de ordem esquelética e o sorriso gengival ultrapassa a margem de 8 milímetros, a indicação é a cirurgia ortognática. O procedimento corresponde a retirada de parte da maxila e reposicionamento do osso do maxilar. A gengivoplastia e a aplicação de toxina botulínica são técnicas menos invasivos e não causam nem inchaço, nem dor. Já a cirurgia ortognática é mais invasiva e demanda mais tempo de recuperação e volta à mastigação.

A ocorrência de dentes curtos é facilmente corrigida pelo uso de facetas de porcelana, técnica que reabilita a estética oral aumentando os dentes e deixando-os no formato e na cor desejada. Além disso, o uso de facetas é muito indicado quando se faz a gengivoplastia, pois ela irá recobrir a região das raízes expostas, caso seja de grande proporção. É imprescindível salientar que, para a realização qualquer um dos procedimentos é necessário estar com a saúde bucal em dia. Escovação, uso de fio dental e limpezas periódicas (de 6 em 6 meses) mantém a salubridade da boca.

Sendo assim, como a desordem atinge muito mais do que somente a estética é de suma importância o tratamento e acompanhamento com um profissional, além, é claro, da manutenção diária em casa. Ter o sorriso bonito e saudável diz muito mais do que os olhos podem ver, portanto sua importância em ser sintônico deve ser levada – e muito – em consideração.

Paulo Coelho Andrade

Mestre em Implantodontia pelo Centro de Pesquisas Odontológicas de Campinas e especialista em Implantodontia pela Associação Brasileira de Odontologia, ambos os títulos reconhecidos pelos Conselhos Estadual e Federal de Odontologia, já realizou mais de 50.000 implantes em 20 anos de implantodontia. Autor de vários artigos científicos, publicados dentro e fora do país, também é pós-graduado em Fixação Zigomática, Periodontia, Cirurgias Avançadas, Sedação e Odontologia Estética.

 
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