20/01/2020 às 11h21min - Atualizada em 20/01/2020 às 11h21min

Membros do PCC fogem de prisão no Paraguai

Aproximadamente 75 presos de alta periculosidade, em sua maioria membros do PCC, fugiram de uma prisão no Paraguai.

MBL NEWS
Na madrugada deste domingo (19), 75 detentos fugiram de uma prisão em Pedro Juan Caballero, no Paraguai. A maioria dos presos pertence ao Primeiro Comando da Capital (PCC), facção criminosa brasileira com forte atuação no Paraguai. De acordo com a imprensa local, um túnel ligando o pavilhão onde ficavam os membros do PCC à área externa do presídio foi encontrado.

Contudo, o Governo paraguaio não descarta a possibilidade de que uma parte dos detentos fugiu durante a semana, sem utilizar o túnel. “Foi encontrado um túnel e acreditamos que esse túnel foi um recurso enganoso para legitimar ou maquiar a liberação dos presos. Há cumplicidade com as pessoas de dentro da prisão e esse é um fenômeno que acontece em todas as penitenciárias“, declarou em nota o ministro do Interior do país, Euclides Acevedo.

Acevedo informou também que o País se encontra em alerta máximo, pois os criminosos que escaparam são considerados de alta periculosidade. Dos 75 presos, a maioria é do PCC e 40 são brasileiros, sendo os outros 35 paraguaios. Em uma das celas do presídio foram encontrados cerca de 200 sacos de terra, retirada para que o túnel fosse feito. O ministro ressaltou a possibilidade de alguns dos detentos terem fugido para o Brasil.

No começo da tarde, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, afirmou que trabalha com as forças de segurança para impedir a entrada dos criminosos no Brasil, e que, caso sejam capturados, serão levados a presídios federais. Moro também colocou o Brasil à disposição do Paraguai para ajudar na captura dos criminosos, haja vista a parceria de longa data que os dois Países tem no combate ao crime. Em sua conta oficial no Twitter, o ministro escreveu o seguinte:

A ministra da Justiça do Paraguai, Cecilia Pérez, ordenou a destituição do diretor da penitenciária e de outros funcionários. Há suspeita de que a facção criminosa brasileira tenha comprado a sua fuga. Segundo Pérez, circulam informações de que o pagamento pode ter sido de US$ 80 mil. A ministra colocou o seu cargo à disposição. “A responsabilidade política do Ministério é minha”, disse, em coletiva de imprensa. “O presidente tomará a decisão”.
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