09/01/2020 às 08h32min - Atualizada em 09/01/2020 às 08h32min

Avião ucraniano pegou fogo antes de cair no Irã, aponta relatório

Fontes de segurança afirmam que problemas técnicos estão por trás do acidente do Boeing que matou todas as 176 pessoas a bordo.

Huff Post
Foto: Divulgação
O acidente acontece em um momento difícil para a fabricante de aviões Boeing, que recolheu sua frota 737 MAX após dois acidentes. O 737-800 é um dos modelos mais usados no mundo, tem um bom histórico de segurança e não usa a ferramenta de software implicada em quedas do 737 MAX.

“Estamos em contato com nossos clientes de companhias aéreas e os apoiamos neste momento difícil. Estamos prontos para ajudar da maneira que for necessário”, afirmou a fabricante em comunicado divulgado nesta quarta-feira. A empresa se recusou a fazer mais comentários.

Em Paris, na quarta-feira de manhã, a fabricante dos motores do avião francesa-americana CFM ―de propriedade da General Electric Co e da francesa Safran― disse que as especulações sobre a causa da queda eram prematuras.

Entre as vítimas estavam 82 iranianos, 63 canadenses e 11 ucranianos, disseram autoridades ucranianas. A rota Teerã-Toronto via Kiev é popular entre os canadenses descendentes de iranianos que visitam o Irã, na ausência de voos diretos, e carregava muitos estudantes e acadêmicos voltando para casa após as férias. No aeroporto principal de Kiev, velas e flores foram colocadas ao lado de fotos dos tripulantes ucranianos mortos.

Esse foi o primeiro acidente fatal da companhia aérea Ukraine International Airlines, que tem sede em Kiev. A companhia disse que estava fazendo tudo o que era possível para confirmar a causa da queda.

A Ucrânia disse que estava enviando uma equipe de especialistas ao Irã para investigar.  Pelas regras internacionais, o Irã tem a responsabilidade de investigar a queda.
 
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