08/03/2018 às 10h10min - Atualizada em 08/03/2018 às 10h10min

Enfermeira adota gêmeas em estado grave que conheceu no hospital em que trabalha

Foto: Reprodução
Quando a enfermeira Jess Hamm começou seu turno em um hospital da Flórida, em março de 2017, ela nunca imaginou que sua vida mudaria para sempre depois desse dia. Aos 30 anos, a jovem trabalha no Wolfson Children’s Hospital e entre os pacientes, ela já viu diversas crianças. Jess costumava brincar que queria levar uma delas para casa, até que a brincadeira se tornou realidade.
 

Tudo começou quando a pequena Delilah, de 14 meses, deu entrada no hospital em estado grave. “Ela teve uma fratura no crânio com uma hemorragia no cérebro, teve um fêmur quebrado, múltiplas fraturas em todas as extremidades. Ela estava muito desnutrida. Ela tinha 14 meses e cerca de 11 quilos, estava pele e ossos”, contou ao Inside Edition.

Jess sentiu uma conexão com a pequena de imediato e enquanto os médicos tentavam estabilizar o quadro da menina, ela se viu com o coração partido. “Segurei a mãe dela e disse: ‘ai meu Deus, eu quero te levar pra casa. Eu já te amo'”, relembra. Pouco tempo depois, Jess descobriu que Delilah tinha uma irmã gêmea, Caroline, que também havia sofrido abuso e encontrava-se em estado critico.

Ela resolveu adotar as meninas e entrou em contato com o Departamento de Crianças e Famílias da Flórida. Após algumas entrevistas, Jess finalmente recebeu permissão para criar as pequenas. Ao saber de sua atitude, a equipe do hospital tratou de arrecadar doações de roupas, brinquedos, berço e até assento para carro.

Apesar do estado critico de saúde, principalmente de Delilah, as meninas tiveram uma recuperação milagrosa e logo formaram uma família com Jess. Em outubro, a adoção foi oficializada e este mês, elas irão comemorar um ano juntas com uma viagem à Disney.

“Eu sempre quis uma família e sempre fui aberta a adoção. Não esperava que isso acontecesse agora, não era parte do meu plano. Mas logo que as conheci tomei a decisão em meu coração de abrir minha casa e dar à elas um lugar seguro”, afirma.


 


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