11/11/2019 às 11h27min - Atualizada em 11/11/2019 às 11h27min

Doenças ginecológicas na terceira idade

Os tipos de câncer como o de vulva, endométrio e ovário, que têm uma evolução muito rápida, acontecem em idades mais avançadas

Dra. Raquel Martins Soares
Assessoria de Imprensa, Naves Coelho
Foto: Divulgação
As mulheres sempre foram consideradas vaidosas e cuidadosas. Não só por cuidar da aparência física, mas também pelo zelo diário com a saúde. No que tange à chegada da terceira idade, os cuidados e a atenção com a saúde dobram. Com o avanço da medicina, alimentação saudável, melhora da condição de vida, entre outros fatores, as pessoas passaram a viver mais e melhor. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a expectativa de vida do brasileiro aumentou. Para as mulheres passou a ser de 79 anos e 4 meses enquanto que para os homens, 72 anos e 5 meses. 

Seja na puberdade, no período reprodutivo, no climatério e na terceira idade, o ginecologista tem um papel muito importante tanto na prevenção como no diagnóstico e no tratamento de doenças ginecológicas durante toda a vida da mulher. Segundo a ginecologista, Dra. Raquel Martins Soares, principalmente a partir dos 60 anos, as mulheres devem procurar seu ginecologista anualmente para prevenção de doenças. Vários tipos de câncer como, por exemplo, o de vulva, de endométrio e de ovário, que tem uma evolução muito rápida, acontecem em idades mais avançadas.

“Quando a mulher chega na terceira idade, as perguntas mais comuns nos consultórios é se ela ainda precisa fazer mamografia e exames ginecológicos. A paciente deve continuar fazendo o Papanicolau, a ultrassonografia pélvica, e a mamografia todos os anos”, explica Dra. Raquel.

Ainda de acordo com a médica, outras queixas comuns e recorrentes das mulheres durante as consultas são: ressecamento da mucosa vaginal, perda urinária, infecções urinárias, diminuição ou perda da libido, dor para manter relação sexual, entre outras.

A disponibilização de medicamentos para disfunção erétil fez aumentar o ato sexual na terceira idade. O preservativo é o método mais simples e eficaz para prevenção contra as doenças sexualmente transmissíveis (DST). Durante qualquer relação sexual (orais, anais e vaginais), o uso da camisinha é indispensável. Segundo o Ministério da Saúde, entre 4% e 5% da população acima de 65 anos apresenta alguma doença transmitida sexualmente. Dados do Boletim Epidemiológico de 2017 apontam que, em 2016, quando foram registrados 1.294 casos, houve o crescimento de 15% no índice de pessoas acima de 60 anos com o vírus HIV.
 
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