02/03/2018 às 10h52min - Atualizada em 02/03/2018 às 10h52min

Conheça um pouco mais sobre o Rio Aguapeí e a potencialidade turística do município de Salmourão

A característica mais marcante deste trajeto é a sinuosidade do rio, reveladora de uma nova paisagem a cada curva

Lucas Reis, especial para o AtaNews
O Rio Aguapeí, em Salmourão - Foto: Lucas Reis
O Rio Aguapeí, também conhecido como Rio dos Aguapés, ou Rio Feio é um curso de água que banha o estado de São Paulo, no Brasil. Ele nasce no município de Gália, bem próximo à Rodovia Comandante João Ribeiro de Barros (SP-294) e segue para o norte, até a altura de Lins.

Em seguida, seu curso d ́água segue para oeste, passando por Luziânia, a partir de onde recebe muitos afluentes até desaguar no Rio Paraná, entre os municípios de Nova Independência e São João do Pau d'Alho. O rio percorre mais de trezentos quilômetros, sendo, portanto, um dos maiores rios do estado de São Paulo em extensão.

Em todo seu percurso, corre aproximadamente paralelo ao Rio Tietê, que se localiza ao norte. O Aguapeí corta 23 quilômetros de Salmourão, onde quase toda mata ciliar nativa está preservada. No entanto, de acordo com a Secretaria Estadual do Meio Ambiente, a quantidade de mata existente no oeste do Estado é pequena, e está esquecida, necessitando de preservação.

As águas do também conhecido Rio Feio já sediaram diversas disputas do Campeonato Paulista de Canoagem e, a intenção da administração pública é explorar o ecoturismo. “A cidade tem um potencial muito grande em termos de corredeira para realizar uma harmonia entre preservação e ecoturismo.”, afirma o prefeito de Salmourão, Ailson José de Almeida (PV).

A característica mais marcante deste trajeto é a sinuosidade do rio, reveladora de uma nova paisagem a cada curva. Este percurso repleto de meandros reduz o campo de visão da pessoa que está embarcada e gera expectativas quanto aos cenários que estão para se revelar, sendo este um aspecto positivo, que valoriza a experiência obtida nos passeios pelo rio, fortalecendo seu potencial turístico.

Por conta do alagamento de um trecho do Rio Paraná para a construção do reservatório da Usina Hidrelétrica Engenheiro Sérgio Motta, o volume de águas no Aguapeí aumentou e levou a formação de alagados ao seu redor. Outra implicação decorrente deste fato, é que o caminho percorrido pelas águas nas épocas de cheia altera a paisagem nas margens do rio e cria praias de areia, que estão em constante modificação.

As características naturais do margeamento propiciam abrigo para diversas espécies de aves aquáticas, mamíferos, répteis e fauna em geral. A presença da fauna é constante e fácil de ser observada. Inclusive animais típicos da região do Pantanal Brasileiro, como os tuiuiús (Jabiru mycteria), os cervos-do-pantanal (Blastocerus dichotomus), as sucuris (Eunectes murinus), os jacarés (Caiman latirostris e Paleosuchus palpebrosus), entre outros, são freqüentemente avistados.

A presença desses animais e do ambiente alagadiço conferiu o nome popular à região do Rio Aguapeí e do Rio do Peixe de “Pantaninho Paulista”. Esse nome sugestivo revela a peculiaridade desses rios, ambientes que apresentam características de um ecossistema encontrado nos Estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

O rio e a natureza são de todos nós. Preserve!
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