17/09/2019 às 15h51min - Atualizada em 17/09/2019 às 15h51min

Investir na Bolsa de Valores: Como lidar com as oscilações das ações?

Daniel Ribeiro
Assessoria de Imprensa, Naves Coelho
Foto: Divulgação
Quem opta por investir em ações na Bolsa de Valores já deve ter lido ou ouvido sobre os bons lucros que esse tipo de operação possibilita. No entanto, o investidor deve ter em mente que este é um investimento a longo prazo e que a caminhada pode não ser tão fácil. Isso porque o mercado acionário depende da oferta e demanda, além de acontecimentos que envolvem os setores econômico, social e político.
 
Para o economista e sócio fundador da Monteverde Investimentos, Daniel Ribeiro, o mercado de ações funciona bem como um investimento a longo prazo, no entanto, não significa que o investidor irá esperar anos para obter lucro. "Há exemplos de empresas com forte valorização de imediato. Contudo, é importante ressaltar que os ganhos a longo prazo podem ser excelentes”, conta.
 
O primeiro passo a ser dado antes de qualquer investimento é identificar o perfil de risco do investidor. Essa análise é fundamental, pois um investidor conservador não se adequa com facilidade às oscilações de mercado. “Esse tipo de operação combina mais com um perfil agressivo, mas apesar do conservador ter receio em investir seu patrimônio em ações, existem estratégias para reduzir as chances de prejuízo. Estudar o mercado e se manter informado são algumas delas”, sugere Daniel.
 
A escolha das ações que farão parte de sua carteira de investimentos é fundamental para o processo. O indicado é pesquisar e acompanhar os resultados apresentados pela empresa ao longo dos anos. "Existem papéis menos voláteis do que outros, e são opções recomendadas para investir e assim buscar diminuir os riscos. Ainda é preciso avaliar a liquidez desses papéis, pois dessa forma será possível saber como é o movimento de compra e venda dessas ações”, recomenda Daniel. Em todos os casos e perfis de investidores, o conselho primordial para proteger o patrimônio é manter a carteira de investimentos diversificada, garantindo a rentabilidade e proteção do patrimônio.
 
De forma didática e resumida, quando uma empresa disponibiliza suas ações no mercado, todo investidor que compra uma ação dessa companhia se torna sócio dessa empresa e pode se beneficiar de seu lucro. Entretanto, muitos fatores influenciam nesse cenário, o que pode afetar diretamente a rentabilidade. O Índice de Preços ao Consumidor (IPCA), a taxa Selic (taxa básica de juros que é referência do mercado) e o preço do dólar são os principais indicadores que afetam diretamente o mercado. Além deles, ainda existem os aspectos pontuais de alguns setores e fatores sociais e políticos pelo mundo.
 
Assim como em qualquer outra negociação, o preço das ações também varia de acordo com a demanda. "Se muitas pessoas se interessarem em comprar, obviamente o preço do papel irá subir. Da mesma forma que se muitas pessoas quiserem vender, o preço da ação cairá", explica Daniel Ribeiro.
 
Ele ainda reforça que é impossível prever como o mercado e a economia mundial irão se comportar. Sendo assim, é extremamente importante estudar os resultados das empresas nas quais se quer investir, e observar as expectativas econômicas. "Além é claro, de ser sempre recomendável manter uma carteira diversificada e construir uma reserva de emergência", conclui.
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