06/09/2019 às 14h18min - Atualizada em 06/09/2019 às 14h18min

Zambelli denuncia prefeitura de Fortaleza

Carla Zambelli apresenta denúncia contra prefeitura de Fortaleza por suposto conteúdo sexual para crianças em escolas municipais

David Prates, especial para o AtaNews
Foto: Divulgação
A deputada federal Carla Zambelli apresentou ontem, quinta-feira (05), denúncia ao Ministério Público do Ceará contra a Prefeitura de Fortaleza que, via Secretaria de Educação, teria distribuído conteúdo de incentivo à sexualidade e ideologia de gênero para a formação de coordenadores pedagógicos da Educação infantil.
 
No documento, a parlamentar afirma que “professores são contratados e remunerados para transmitir conhecimento constante dos planos de ensino a seus alunos, e JAMAIS para praticar doutrinação política”. Dentre os pontos acusados estaria a abordagem da masturbação infantil, buscando apresentar o conteúdo por meio de contextualização história. “... abraços, carícias e beijos eram muito comuns entre as classes populares, assim como a masturbação infantil, a qual era realizada pelos pais e pelas amas com o intuito de acalmar as crianças”, afirma o documento.
 
Na justificativa, Carla Zambelli lembra que a ideologia de gênero “não consta do plano nacional de educação” e que ela, “dentre vários fatores, também diabólica e criminosamente normaliza as relações amorosas em âmbito familiar”.
 
O material, que contém ainda tentativa de difamação da ministra Damares mostra também posicionamento político na charge que, com sua imagem, estaria dizendo: “no nosso governo, menino veste azul, menina veste rosa e motorista, laranja”.
 
Segundo a deputada, “tanto a corrupção da formação de menores, quanto a doutrinação política revelam evidente ILEGALIDADE, a qual deve ser apurada pelo Ministério Público do Estado do Ceará.”
 
Ela também menciona o artigo 12 da Convenção Americana sobre Direitos Humanos de 1969, da Organização dos Estados Americanos (OEA), ratificada pelo Brasil, o qual diz que é de direito dos pais ou seus tutores educarem religiosamente seus filhos de acordo com suas convicções. “Os pais que nos procuraram para denunciar tais atos estão indignados com o material que nos apresentaram e vos apresentamos neste momento, o qual, se verídico, fere suas próprias convicções, além de ferir o ordenamento jurídico pátrio”, registra a parlamentar.
 
Zambelli finaliza pedindo a apuração da veracidade do documento para que, se comprovados os dados, “seja devidamente apreciada a ilegalidade dele constante, para que possa ser perseguida justiça, pelo bem comum”.

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