22/08/2019 às 09h49min - Atualizada em 22/08/2019 às 09h49min

Ministro do Meio Ambiente diz que incêndios são criminosos e nega cortes

Ministro sobrevoou áreas atingidas junto a governador do Mato Grosso.

MBL NEWS
O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, afirmou ontem (21) que os recentes incêndios são criminosos, e negou que tenha havido corte no orçamento voltado ao controle de incêndios florestais.

Salles sobrevoou algumas áreas atingidas pelos incêndios no Mato Grosso, junto ao governador do estado Mauro Mendes (DEM)

Ambos, o governador e o ministro, defenderam que os incêndios foram gerados intencionalmente. “Existem atividades criminosas que precisam ser duramente punidas. Aqui próximo da cidade [Cuiabá] muitos focos eram claramente propositais”, afirmou Salles.

Na visão do ministro, os incêndios na Amazônia seriam resultado de uma combinação de condições climáticas e ações criminosas. “É um clima que está mais seco, mais quente e com mais vento, o que ajuda na propagação do fogo”, disse.

“As queimadas não são nada que não tenham acontecido dezenas e dezenas de vezes em vários anos que estou aqui em Mato Grosso”, disse o governador.

De acordo com dados do WWF-Brasil, a área de prevenção a incêndios florestais teria sofrido um corte orçamentário de 38%, o ministro rebateu: “Não houve corte na destinação final de recursos para o combate a incêndios. Estamos com o mesmo número de brigadistas atuando da mesma forma. Aqui em Mato Grosso estamos com quatro aeronaves de apoio que atuaram no incêndio do parque nacional de Chapada dos Guimarães”, disse.

O governador defendeu que os incêndios não seriam uma ação ligada ao setor produtivo. “Percebemos focos de incêndio. No caminho para Chapada vemos fogo em invasões e áreas urbanas. Isso prova que é uma ação não ligada ao setor produtivo”, disse. “Temos que fazer inquéritos. Os incêndios podem ter sido causados por alguém que passou na estrada e jogou uma bituca de cigarro e provocou um incêndio gigantesco. A maior parte dos incêndios aqui em Mato Grosso aconteceram próximos de rodovias”, afirmou Mendes.
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