19/08/2019 às 14h15min - Atualizada em 19/08/2019 às 14h15min

Surto de raiva expõe necessidade de vacinar o rebanho

Mayk Souza
Coesão

Depois da recente onda de mortes de animais em decorrência de um surto de raiva no Paraná, a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) emitiu um comunicado para destacar a importância do processo de vacinação para proteger os rebanhos do estado. Ao todo, já foram confirmadas 45 mortes.

A raiva é uma doença incurável que ataca o sistema nervoso e leva à morte. Contudo, é possível fazer um processo de prevenção com a vacinação dos animais. O estado de vigilância se torna ainda maior pelo fato de a raiva ser considerada uma zoonose, ou seja, uma moléstia que pode ser transmitida ao ser humano.

De acordo com a Adapar, os focos confirmados de raiva ocorreram em diversas áreas do Paraná, mas a região Sudoeste é um dos pontos de atenção. Só no município de Ampére, foram cinco casos confirmados. Cidades próximas, como Dois Vizinhos e Santo Antônio do Sudoeste, também tiveram animais mortos em decorrência da raiva. Além de bovinos, equinos, suínos, ovinos e caprinos estão entre os mais suscetíveis.

Com a ajuda de um especialista, é possível se programar e inclusive aproveitar promoções em sites de produtos veterinários para proteger os rebanhos, evitando o sofrimento dos animais e também o prejuízo financeiro para o produtor.

A vacinação do rebanho é a medida mais eficaz e indispensável à manutenção da sanidade do rebanho. O coordenador de vigilância e prevenção da raiva da Adepar, Ricardo Vieira, destaca que os animais devem ser vacinados anualmente, inclusive aqueles com idade superior a três meses.

"A vacina pode ser encontrada facilmente em qualquer agropecuária. É baratíssima. Custa entre R$ 0,50 e R$ 0,60. Com isso, o pecuarista evita a perda de um animal, como um boi, que custa mais de R$ 1 mil", diz Vieira. "É uma doença que não tem cura. Se o animal for contaminado, não tem como se recuperar", alerta.

Produtos especializados para cuidados com os animais podem ser encontrados online, em lojas como a AB Araújo: https://www.abaraujo.com/veterinaria

Orientações para combate da doença

A raiva é causada por um vírus, transmitido, principalmente, pela mordida de morcegos hematófagos (da espécie Desmodus rotundus) que estiverem contaminados. A doença pode infectar não só bovinos e equinos, mas a todos os animais mamíferos. O vírus também pode ser repassado por arranhões e lambidas dos bichos contaminados.

Uma das principais orientações é o isolamento imediato do animal sob suspeita. O pecuarista deve estar atento ao comportamento do rebanho, principalmente em casos de reses que apresentem andar cambaleante e queda, salivação excessiva e engasgos – sintomas mais evidentes de contágio de raiva. Em todos esses casos, a Adapar deve ser informada pelo produtor imediatamente.

"Com essa comunicação, nós vamos até o local, coletamos amostras para exames, para confirmar se se tratava de raiva", explica Vieira. "Essa comprovação é feita por meio de um exame laboratorial, a partir da análise do cérebro do animal morto", complementa.

Além disso, o produtor rural também deve ficar de olho em locais em sua propriedade que podem servir de abrigo a morcegos. A Adapar tem cadastrados cerca de 900 locais em todo o Estado que apresentam condições para ser usados pelos morcegos como ponto de refúgio – como cavernas e buracos. Equipes da Adapar revistam esses locais anualmente, capturando eventuais animais encontrados.

"A gente investiga se há morcegos nesses locais. A captura é a maneira de manter a raiva sob controle", afirma Vieira.

As comunicações devem ser feitas ao escritório regional mais próximos. Os endereços estão disponíveis no site www.adapar.pr.gov.br, na seção Institucional/Unidades da Adapar. O pecuarista pode procurar, também, a secretaria de agricultura do seu município.
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