22/07/2019 às 11h21min - Atualizada em 22/07/2019 às 11h21min

Araçatuba depois da meia-noite; um documentário sobre o Rock

Renato Costa
Assessoria de Imprensa
Foto: Divulgação
Produzido nas condições de Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) em Jornalismo pelo Centro Universitário Toledo, “Araçatuba Depois da Meia-noite” é um documentário audiovisual de curta metragem que trata da manifestação cultural e musical do rock.

Orientado pela Profª Mestre Melissa Moura, coordenadora dos cursos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda, o universitário Renato Costa dirigiu e produziu o documentário com o apoio da orientadora, dos estagiários e dos profissionais de edição do Laboratório de Fotografia, Rádio e TV da universidade.

O material traz a discussão sobre como o gênero musical rock em todas suas vertentes se manifesta no interior, mais especificamente na Noroeste Paulista e enfim, na cidade de Araçatuba/SP, onde tem como economia principal a agropecuária. Economia na qual consequentemente influencia a cultura sertaneja. Assim sendo, direcionando o gênero rock à nichos segmentados na cidade.

Antes de tratar sobre o rock na região, através de entrevistas com artistas como Eloy Casagrande, baterista do Sepultura, e a banda paulista Torture Squad, o documentário perpassa pelo rock no contexto mundial, desde sua criação e consolidação, e sua ascensão no Brasil. Ascenção que, em entrevista, Julio Maria do jornal Folha do Estado de S. Paulo apresenta ter sido o estilo musical oficial no país durante a década de 1980.

Para elucidar o contexto social e histórico do rock and roll, o Profº Doutor Carlos Eduardo Marotta Peters revela sobre as origens do ritmo estar ligado ao blues e a música country e como o rock foi “manipulado” para chegar numa plateia branca. Devido ser a “trilha sonora” do jovem da classe média americana, através de nomes como Elvis Presley, alguns teóricos afirmam que o rock ficou responsabilizado pela “criação da juventude”.

Ainda em entrevista, músicos e empresários da cidade analisam o comportamento social e de consumo das tribos do rock, separadas entre si mesmo ainda tendo a mesma raiz. Também trazendo à discussão a questão cover, principal característica das bandas regionais, que não só no interior mas no mundo todo vem sendo manifestada cada vez mais devido a garantia de público – onde tem a banda paulista Children of the Beast, cover do Iron Maiden, em entrevista, revelando o esquema econômico e cultural dessa prática.

Dentro do cenário regional, o músico Brunno Carvalho defende e critica ao mesmo tempo o dilema do cover, assim como o consumo de música nas mídias streaming. Já o educador musical Daniel Freitas, idealizador do Batucando, co-autor do livro Uma jornada pelos mistérios do cérebro musical e proprietário do Museu Itinerante da Música de Araçatuba, fala sobre as origens da música na cidade assim como se deu a abertura para o rock. No campo das músicas autorais, a banda Living Shields com seu gothic metal inspirado nas referências europeias do estilo analisa o cenário da região, enfatiza a importância das composições próprias e cantadas na língua inglesa e o mercado prolifero estrangeiro para essa proposta musical. Representando o espaço de difusão, o empresário e também músico Sigmar Wagner, proprietário do Motor Rock Pub & Dive Bar, observa os diferentes comportamentos de consumo das tribos; as diferenças e separatismos dos subgêneros dentro do rock, que, acaba dificultando os eventos no quesito de público e consumo. Deixa em aberto uma remota esperança de união dessas tribos – separação mais evidente no interior, considerando que ela está se acabando em ambientes mais cosmopolitas.

Com a produção do documentário, em paralelo, também rendeu um relatório técnico mais aprofundado sobre a pesquisa. Pode ser encontrado para consulta na biblioteca virtual do Centro Universitário Toledo, assim como todo os seu processo de criação de pautas para entrevistas, decupagens, roteiro, bibliografia e documentos de autorização de imagem e áudio.

 
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