16/11/2018 às 15h33min - Atualizada em 16/11/2018 às 15h33min

Facebook quer reduzir o alcance de conteúdo sensacionalista e provocativo

Olhar Digital
Foto: Justin Sullivan / Getty
Em mais uma tentativa de otimizar o que aparece na linha do tempo dos usuários, o Facebook diz que vai reduzir o alcance de conteúdo sensacionalista e provocativo na rede social. A ideia não é apenas reduzir o clickbait, mas também combater a desinformação.

Na última quinta-feira (15), o CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, afirmou que as pessoas se envolvem mais com o conteúdo sensacionalista. Assim, o engajamento desse tipo de conteúdo aumentou tanto que agora se tornou um verdadeiro problema para a plataforma.

Desta forma, o Facebook vai alterar os algoritmos de distribuição de conteúdo da rede social. Nos próximos dias, postagens que a inteligência artificial do Facebook detectar como desnecessariamente provocativas serão distribuídas cada vez menos, evitando assim um aumento no engajamento.

O processo lembra bastante o que o Facebook fez para combater as notícias falsas no Brasil, durante o período de eleições. Em vez de remover este tipo de postagem, os algoritmos presentes na plataforma simplesmente “desligam” estas publicações, que acabam não seguindo em frente.

Mas o que o Facebook considera sensacionalista e provocativo? Sobre isso, Zuckerberg deu dois exemplos do chamou de “conteúdo limítrofe”:

1. fotos próximas à nudez;

2. postagens que não entram na definição de discurso de ódio da rede social, mas que ainda são ofensivas.


Os chamados “grupos e páginas divisivas” também serão sugeridos aos usuários com menos frequência, como resultado dessas mudanças.

Essas alterações foram anunciadas ontem, ao lado de uma série de outras atualizações sobre como o Facebook lida com conteúdo problemático. Isso aconteceu logo depois que uma reportagem do New York Times, publicada na quarta-feira, detalhou como a empresa tentou conter as revelações da atividade russa no período que antecedeu a eleição presidencial dos Estados Unidos em 2016.

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