30/10/2018 às 14h32min - Atualizada em 30/10/2018 às 14h32min

Sem textão: aumento no limite de caracteres do Twitter não levou a posts maiores

TecMundo
Foto: Imagem Ilustrativa
O anunciado apocalipse do Twitter por conta da duplicação do limite de caracteres para postagem não se refletiu nos números reais divulgados nesta terça-feira (30) pela rede social. Um ano após a mudança, os usuários não passaram a escrever mais, muito pelo contrário. De acordo com os números, somente 1% das publicações feitas desde a mudança encostou na margem dos 280 toques.

Enquanto isso, a esmagadora maioria das publicações continua se atendo aos limites originais de 140 caracteres, com apenas 12% das mensagens indo além desse patamar. Ainda, apenas 5% dos tweets ultrapassaram a marca dos 190 toques, o que, para o Twitter, significa que os usuários não viram o aumento dos limites como uma oportunidade de escrever mais. Pelo contrário, o costume dos primórdios, de ser breve e objetivo, se manteve intocado.

Prova disso, para a empresa, é o fato de que a média de caracteres em uma postagem caiu de 34 para 33 caracteres, mesmo com a possibilidade de escrever até 280. Historicamente, também, o percentual de pessoas atingindo os limites de escrita era de 9%, mas, com a mudança, voltada justamente para reduzir esse número, esse total caiu para o 1% citado.

Mas não é como se a alteração não tivesse causado mudanças, com a rede social apontando que o aumento nos limites reduziu o uso de abreviações. Na língua inglesa, por exemplo, reduções como b4 tiveram queda de 13%, enquanto sua forma completa, before, cresceu 70%. O mesmo vale para outras diminuições como sry, de sorry. Além disso, o Twitter registrou mais ocorrências de “por favor” (54%) e “obrigado” (22%), bem como a utilização de pontos de interrogação, exclamação e espaços após vírgulas.

Com o que a rede social considerou uma maior clareza nas publicações, aumentou também o engajamento. Tweets constituídos claramente de dúvidas, por conta da interrogação, tiveram um aumento de 30% nas respostas, no que deve ser a melhor notícia de todas para uma plataforma que, há meses, vem sofrendo para manter números em alta e usuários interessados.

Os números se referem às mensagens em língua inglesa. Apesar de o Twitter não ter revelado dados estatísticos referentes a idiomas específicos, a empresa afirmou que as informações se refletem nos sete maiores idiomas utilizados pelos usuários da rede social.

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