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Bem Estar / 6 de Dezembro de 2017 10h30

SAÚDE

Arritmia Cardíaca: Cerca de 20% da população será afetada nos próximos dez anos

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Cansaço, palpitações, desmaios e tonturas, confusão mental, falta de ar, pressão baixa e dor no peito podem ser indícios de arritmia cardíaca.
Vida Plena e Saúde
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Foto: Vida Plena e Saúde
Nesse momento, quando o coração demonstra que está “fora do compasso”, é necessário buscar tratamento com um cardiologista ou mesmo um arritmólogo – cardiologista especialista em arritmia.

Essa doença, algumas vezes, pode não apresentar sintomas prévios e o primeiro sinal de que algo esta errado com o nosso corpo, conhecido popularmente como morte súbita, pode ser fatal.

No Brasil, dados apontam que por ano ocorrem mais de 300 mil casos de morte súbita por doenças cardiovasculares, destes, 250 mil provocados por arritmias cardíacas.

A arritmia é uma alteração no ritmo normal do coração que produz frequências cardíacas velozes, lentas e/ou irregulares.

Nos batimentos acelerados (mais de 100 por minuto), o problema é chamado de taquicardia. Já nos lentos (menos de 60), de bradicardia.

Para identificar a doença é necessário fazer uma série de exames, e a maioria só podem ser realizados em hospitais.

Observamos que nas emergências hospitalares muitos são os casos de busca por atendimento devido a arritmias cardíacas. Nos hospitais da Rede D’Or São Luiz, isso corresponde a 1% de toda a demanda, o que significa uma média de 33.500 mil pacientes por ano.

Estatísticas apontam que nos próximos dez anos uma epidemia de fibrilação atrial, como também é conhecida a arritmia, afetará cerca de 20% da população mundial.
Por isso a importância de se descobrir e tratar a arritmia precocemente.

O tratamento evita a formação de coágulos, que podem subir ao cérebro e até levar o paciente à morte – explica a Dra. Olga Ferreira de Souza, coordenadora do serviço de arritmia e eletrofisiologia da Rede D’Or São Luiz.

Tratamento

Muitas são as opções de tratamento disponíveis, desde a mais convencional como a ablação por radiofrequência, realizada por cateterismo; o uso de medicações anticoagulantes, que impedem a formação de coágulos; medicamentos que evitam novos surtos e sintomas.

Até o tratamento mais inovador, feito por crioablação, procedimento para corrigir o ritmo cardíaco é realizado também via cateterismo cauterizando as veias à temperatura de -50 C°.

Esse novo tratamento é mais simples e rápido, além de ter uma menor taxa de complicações.

Há, também, como opção de tratamento para todas as arritmias, a colocação de um marca-passo, indicado, na maioria das vezes para tratar as bradicardias, mas há tipos especiais recomendados para prevenir morte súbita e para o tratamento da insuficiência cardíaca.

O dispositivo é responsável por manter uma cadência cardíaca adequada às pessoas portadoras de arritmias, grupo de condições em que o batimento cardíaco é irregular, sendo demasiado rápido ou lento.

Segundo dados da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), cerca de 350 mil pessoas são portadoras de marcapasso no Brasil e, a cada ano, 39 mil dispositivos são implantados em novos pacientes.

É importante destacar que a escolha do tratamento é sempre feita pelos médicos arritmologista e cardiologista.

Fatores de risco

Hipertensão, obesidade, tabagismo, sedentarismo e cardiopatias são os principais fatores de risco do desenvolvimento das arritmias cardíacas.

A fibrilação atrial é um tipo de arritmia mais associada ao envelhecimento, acima dos 65 anos – aumentando 20% naqueles com mais de 80 anos.

A tendência é que com maior expectativa de vida da população, os casos de arritmia cardíaca aumentem de 5 a 10% no país, nos próximos anos.

No entanto, este cenário pode ser alterado devido a maus hábitos, como o consumo excessivo de álcool, o uso de drogas e estimulantes.

A prática excessiva de exercício físico – sem prévia avaliação médica e acompanhamento profissional – também pode causar a arritmia cardíaca.

É sempre indicado que as pessoas com mais de 35 anos, com histórico familiar de cardiopatia ou morte súbita, sejam submetidas a consultas regulares com cardiologista, principalmente, porque não são todas as pessoas que possuem fibrilação atrial que apresentam sintomas.

Contudo, a prevenção é forte aliada para evitar complicações – destaca a especialista.

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