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Bem Estar / 19 de Abril de 2017 09h14

SAÚDE

Febre Amarela coloca gestantes em alerta

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Vida Plena e Saúde
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Foto: Divulgação
Se o verão levou embora a preocupação com a Dengue, Zika e Chikungunya, o temor pelo surto de febre amarela silvestre – que atinge o Sudeste – está alarmando as gestantes e as mamães por aí. A febre amarela é uma doença infecciosa grave, causada por vírus e transmitida por vetores como o mosquito Aedes aegypti (o mesmo mosquito que transmite a dengue) nas regiões urbanas, já na mata, os mosquitos dos gêneros Haemagogus são os transmissores.

Os macacos são vítimas como nós e servem de “sentinela” (quando um macaco é encontrado morto por febre amarela, indica a circulação do vírus). As primeiras manifestações dos sintomas são repentinas: febre alta, calafrios, cansaço, dor de cabeça, dor muscular, náuseas e vômitos por cerca de três dias. A forma mais grave da doença é rara e costuma aparecer após um breve período de bem-estar, quando podem ocorrer insuficiências hepática e renal, olhos e pele amarelados, manifestações hemorrágicas e cansaço intenso. Similar à dengue, a febre amarela apresenta o mesmo quadro viral.

De acordo com o Dr. Renato Sá, chefe do setor de obstetrícia e medicina fetal e coordenador do Centro de Cirurgia Fetal e Neonatal (CCFN) da Perinatal, o recente surto que atinge o Sudeste, e que já tem casos confirmados no Estado do Rio, pode ser controlado com mais facilidade do que as outras doenças de verão: “É uma doença que preocupa menos, pois precisa da proximidade com o agente contaminante, no caso, o macaco. O controle também é melhor e mais fácil por existir uma vacina específica para ela. No entanto, ainda não se sabe muito sobre suas consequências durante a gravidez”.

Vacinação

A Prefeitura do Rio de Janeiro de outros municípios fluminenses estenderam a vacinação contra a febre amarela e ampliaram a redes de distribuição da vacina. Por conter o vírus atenuado da doença, a vacinação não é indicada para: Gestantes; Lactantes; Bebês com menos de seis meses; Idosos; Pacientes em quimioterapia; Portadores de doenças imunossupressoras ou autoimunes; Alérgicos a algum componente da vacina, como ovo ou derivados e pessoas que estejam com febre. Quem já teve febre amarela adquire imunização permanente contra a infecção.

Onde procurar ajuda

A Perinatal possui um Centro de Infecção Congênita, para acompanhar as alterações no feto e na gravidez, com o objetivo de evitar sequelas para o bebê em casos de suspeita ou confirmação de doenças como Dengue, Zika e Chikungunya. O local também trata outras patologias graves para gestantes, como citomegalovírus e toxoplasmose, ambas doenças com poucos sintomas nas mulheres, mas que podem causar lesões neurológicas no feto. O centro também pode ajudar a orientar mães sobre as consequências da febre amarela para o feto, ainda pouco conhecidas.

“A paciente é encaminhada pelo médico para que possamos fazer o diagnóstico – em algumas, colhemos líquido amniótico para análise – e, dependendo da doença, ela passa pelo tratamento conosco”, informa Dr. Renato.

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